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Coletivos cobram atuação do Ministério Público em relação a ações policiais no Parolin

Ato será nesta sexta-feira, a partir das 14 horas, na frente do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública, no Juvevê

Coletivos cobram atuação do Ministério Público em relação a ações policiais no Parolin
Moradores fizeram ato em setembro pedindo investigação das mortes e fim da violência policial. Foto: Tami Taketani/Plural
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A comunidade do Parolin, em Curitiba, fará um ato na tarde desta sexta-feira (28) para pedir que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) tome providências em relação à violência policial na região. O ato será a partir das 14 horas, na frente do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), na Rua Alberto Foloni, 411, no bairro Juvevê. 

Desde maio, cinco jovens morreram em ações da Polícia Militar no Parolin. Um deles foi Yago Gabriel Pires de Oliveira, de 20 anos, morto no dia 7 de outubro. Um vídeo mostra Yago, ainda com vida, sendo arrastado por policiais militares em um barracão de recicláveis. Em seguida, ele aparece morto.

No dia 22 setembro, um vídeo mostrou um homem, imobilizado no camburão, sendo espancado dois policiais militares. Mesmo com a presença de outras pessoas no local, os policiais militares não se intimidam e continuam as agressões até fecharem a porta da viatura. A PM informou apenas que o caso seria encaminhado para a Corregedoria-Geral.

Quatro dias depois, moradores da região fizeram um protesto contra a ação e foram acompanhados por duas viaturas da PM. A casa de um morador foi revistada sem apresentação de mandado judicial e a PM não explicou o caso.

No fim de setembro, a Rede Nenhuma Vida a Menos encaminhou um ofício ao MP-PR e conseguiu ser atendida pelo Gaesp. "Com essa reunião e esse protesto, queremos que o Ministério Público faça apenas o seu papel: que faça o acompanhamento das investigações de forma séria e comprometida, mas que também se responsabilize pelo controle da atividade policial, que investigue e entenda as ações violentas no Parolin, mesmo as que não resultam em mortes, mas que tiram a liberdade e a paz no bairro", afirmou o coletivo.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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