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Curitiba: evangélicos criam frente parlamentar em Defesa das Comunidades Terapêuticas

Na última semana, além de criar a frente, veadores também inauguraram o 1º Fórum Permanente de Comunidades Terapêuticas do Paraná

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A Câmara de Curitiba agora tem uma frente parlamentar em Defesa das Comunidades Terapêuticas. Na prática a iniciativa vai facilitar destinação de verbas para esses locais. O evento contou com a presença de diversos pastores que lideram Comunidades em Curitiba.

A ideia de frente parlamentar foi do vereador Ezequias Barros (PMB), que também é pastor. Além dele, compõem a frente os vereadores Osias Moraes (Republicanos), Indiara Barbosa (Novo), Noemia Rocha (MDB), Bruno Pessuti (Pode); Pastor Marciano Alves (Solidariedade); Eder Borges (PP); Leonidas Dias (Solidariedade); Mauro Bobato (Pode); Oscalino do Povo (PP); Rodrigo Reis (União); Sales do Fazendinha (DC); Sargento Tânia Guerreiro (União) e Sidnei Toaldo (Patriota).

Na ocasião os parlamentares também inauguraram o 1º Fórum Permanente de Comunidades Terapêuticas do Paraná.

As chamadas comunidades terapêuticas são instituições ligadas às Igrejas que oferecem atendimento para dependentes químicos ou pessoas que estão em situação de vulnerabilidade e adotam práticas religiosas para tal, ou seja, não se trata de um ambiente médico, conforme o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Problemas

Em maio deste ano, em reunião na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados especialistas defenderam o fim do financiamento público às Comunidades Terapêuticas.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, nos últimos cinco anos, houve aumento de 182% nas emendas parlamentares destinadas a essas instituições. Em 2020, foram destinados R$27,8 milhões; em 2021, o montante saltou para R$40,5 milhões; em 2022, R$36,4 milhões; em 2023, R$53,6 milhões (até maio), conforme a Agência Câmara de Notícias.

Leia também: Defesa Social seleciona Comunidades Terapêuticas para tratamento de dependentes químicos

No ano passado o Conselho Federal de Psicologia (CFP) emitiu um documento se posicionando contra a destinação de recursos públicos para tais instituições. “As comunidades terapêuticas e as entidades que atuam na redução da demanda por drogas não integram o Sistema Único de Assistência Social e as ações realizadas com esse objetivo não são consideradas como serviços, programas e ou projetos socioassistenciais. Consequentemente, não podem ser inscritas nos Conselhos de Assistência Social”, diz o documento. Leia a íntegra aqui.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), em fevereiro deste ano, emitiu uma recomendação para que fosse extinto o Departamento de Apoio às Comunidades Terapêuticas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Para o Conselho a questão deve ser tratada no âmbito do Ministério da Saúde.

Curitiba

Ao contrário do que dizem os especialistas, a bancada evangélica da Câmara de Vereadores de Curitiba acredita que a criação da frente deve dar mais visibilidade ao trabalho das Comunidades Terapêuticas.

A expectativa é que até o meio do ano que vem haja “soluções concretas” para destinação de verbas para as Comunidades Terapêuticas de Curitiba.

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Foi realizada na última semana a instalação da Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Terapêuticas. A iniciativa de criação do grupo foi do vereador Ezequias Barros. (Foto: Carlos Costa/CMC)

Ezequias Barros afirmou as Comunidades terão “todo apoio da frente parlamentar”.

No que tange às verbas parlamentares, a vice-presidente da Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização, Indiara Barbosa (NOVO) disse que está estudando a questão [de destinação de recursos] para que as Comunidades possam contar com a destinação de recursos.

De acordo com o Governo Federal, no Paraná há 41 comunidades terapêuticas financiadas com recursos na União, com 815 vagas para pessoas com dependência química, no valor total de R$ 11,5 milhões (dados de 2021).

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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