Paulinho Moska volta a Curitiba para apresentar um show inédito em duas sessões, uma nesta terça-feira (13) e outra na quarta (14), na Caixa Cultural Curitiba, como parte da programação comemorativa dos 165 anos do banco. No musical chamado “Os Violões Fênix do Museu Nacional”, os companheiros de cena do cantor e compositor são símbolos da resistência da arte: dois instrumentos feitos com madeira salva de um dos maiores golpes que a cultura brasileira já recebeu, o incêndio do Museu Nacional, em 2018, no Rio de Janeiro (RJ).
Como se a história da apresentação não fosse bonita o suficiente até aqui, tem mais. Antes de chegarem às mãos de Moska, esses dois violões – um de cordas de aço e outro de cordas de náilon – nasceram pelas mãos de outro artista, um luthier. Mas não qualquer um. Davi Lopes, músico desde criança levado para outro ofício pela realidade da vida, foi quem teve a ideia para fazer a arte renascer das cinzas. Ele era um dos bombeiros que lutaram contra o fogo na esperança vã de preservar um dos mais importantes acervos das Américas.

O show
Para matar a curiosidade de quem pergunta como “Os Violões Fênix do Museu Nacional” chegaram até o músico para turnê iniciada em 2022, é preciso retornar à façanha de Lopes. Criar beleza diante do caos não é nada fácil, por isso foi necessário reunir aliados. Moska é uma das personalidades que abraçou o projeto do luthier, que sonhava arrecadar fundos para a reconstrução do museu, e ainda um dos talentos que tocou os instrumentos produzidos, os outros são Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Hamilton de Holanda, Nilze Carvalho e Felipe Prazeres.
A iniciativa inclusive virou filme, o documentário “Fênix: o voo de Davi”, com direção e roteiro do trio Roberta Salomone, Vinícius Dônola e João Rocha, sobre a história dos cinco instrumentos produzidos e do bombeiro. E a música escolhida como tema sonoro do longa-metragem, vencedor de mais de 20 prêmios em festivais nacionais e internacionais, é “Tudo Novo de Novo”, composta e interpretada por Moska.
Por sua vez, o show – que leva ao palco memórias do Brasil e dos quase 40 anos de carreira do cantor – começa exibindo um trecho do documentário. Além da faixa que é trilha da obra audiovisual, o setlist apresenta os sucessos “A Seta e o Alvo”, “Pensando em Você”, “A Idade do Céu”, “Lágrimas de Diamantes”, “Último Dia” e “Muito Pouco”, além de “A Dor Traz o Presente”, inspirada em música de Pixinguinha, com letra de Moska.
Paulinho Moska
A trajetória profissional de Paulinho Moska começa em 1987, na banda de pop rock Inimigos do Rei, dona de hits nas paradas das rádios como “Uma Barata Chamada Kafka” e “Adelaide”. No início dos anos 1990, ele parte para carreira solo com trabalhos autorais entre o pop e a MPB. Entre as grandes parcerias musicais, estão Zélia Duncan, Adriana Calcanhotto, Lenine, Chico César, Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes, entre outros artistas consagrados da música brasileira.
Com faixas integrando trilhas sonoras de telenovelas e programas de TV, o multiartista também esteve no elenco de filmes como “O Homem que Copiava” (2003), de Jorge Furtado e “Polaróides Urbanas” (2008), além de ser o criador e apresentador das séries sobre música e cultura Zoombido e Tu Casa es Mi Casa.
Show de Paulinho Moska – “Os Violões Fênix do Museu Nacional”
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro - Curitiba
Data: 13 e 14 de janeiro de 2026
Horário: 20h
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada para cliente CAIXA e todos os casos previstos em lei); vendas a partir das 10h do dia 10/01, presencialmente na bilheteria da CAIXA Cultural Curitiba, e a partir das 15h neste link.
Horário bilheteria: de terça a sábado, das 10h às 20h e nos domingos e feriados das 10h às 19h
Duração: 90 minutos
Classificação: livre para todos os públicos
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba
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