Foi publicada no Diário Oficial do Município, no dia 11 de setembro, a outorga de uso do imóvel onde funciona o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge para a Fundação Cultural de Curitiba (FCC). O texto (Decreto 1.467/2026) também estabelece que o órgão assume as responsabilidades de manutenção do espaço como conservação, segurança, alvarás, licenças e estrutura de operação, bem como as tarifas e taxas de consumo de água e energia.
O imóvel histórico, na rua Presidente Carlos Cavalcanti, nº 1.222 (São Francisco), pertence ao município de Curitiba desde 1991. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da FCC que, sobre o documento, afirmou o seguinte à reportagem: “O decreto em questão apenas regulariza a outorga de uso do espaço para a Fundação Cultural, que continuará administrando o teatro.”
Teatro Novelas Curitibanas - Claudete Pereira Jorge
Construído em 1902, o casarão foi da família Vieira Cavalcanti até 1969. Depois tornou-se Instituto de Assistência ao Menor e ainda teve temporadas como pensão e prostíbulo, antes de ser doado para a prefeitura, reformado e inaugurado como o Teatro Novelas Curitibanas, em 1992.
A primeira peça que recebeu foi um dos maiores sucessos do teatro paranaense: “O Vampiro e a Polaquinha”, com textos do escritor Dalton Trevisan e dirigida por Ademar Guerra. A montagem ficou em cartaz ali por cerca de quatro anos e seguiu para outros palcos. Em 1999, o teatro foi fechado devido a problemas no telhado. Reabriu em 2006 e continua em atividade até hoje.
O imóvel ainda entrou para a lista de Unidade de Interesse de Preservação (UIP), que determina regras e proteções similares às garantidas por tombamento como patrimônio cultural, em 2016. Um ano depois, em homenagem póstuma a uma das maiores atrizes do Paraná, foi renomeado como Teatro Novelas Curitibanas - Claudete Pereira Jorge.