Cláudia Abreu retorna à cidade para apresentar o espetáculo "Virginia", de 25 a 27 de abril, na Caixa Cultural. A atriz esteve por aqui há menos de um mês, quando o espetáculo “Os Mambembes” abriu a última edição do Festival de Curitiba, em noite exclusiva para convidados. Como nem todo mundo consegue estar entre os VIPs, era alta a expectativa de conferir a atuação dela no papel da escritora Virginia Woolf, sob a direção de Amir Haddad. A notícia infeliz é que os ingressos esgotaram na bilheteria em menos de duas horas, ainda na manhã de sábado (19), quem apostou na compra online, com começo marcado para a tarde, vai ficar novamente para fora do teatro – junto muita gente que esperava em frente ao edifício. Segundo a equipe do espaço, os primeiros na fila chegaram por volta das 8h da manhã equipados até com cadeiras de praia, a venda presencial das entradas iniciou às 10h, com limite de dois lugares por CPF, e não há previsão de sessão extra até o momento. É a segunda vez que o monólogo entra em cartaz na cidade, em agosto do ano passado (2024) foi encenado no palco do Guairinha.
"Virginia"
A vida e a obra de Virginia Woolf (1882 - 1941) são as inspirações para a peça, que passou cinco anos em criação até chegar aos palcos. A relação de Cláudia com a escritora começa em ‘Orlando’, montagem assinada por Bia Lessa, em 1989. Mas somente em 2016, a atriz se reencontrou com universo da autora, relendo obras literárias e também memórias, biografias e diários, foi então que a vontade de escrever surgiu.
"Eu me apaixonei por ela novamente. Fiquei fascinada ao perceber como uma pessoa conseguiu construir esta obra brilhante com tanto desequilíbrio, tragédias pessoais e problemas que teve na vida. Como ela conseguiu reunir os cacos?", diz a atriz. Para Cláudia, "Virginia" também é um marco de maturidade em sua carreira: "O texto também vem deste desejo de fazer algo que me toca, do que me interessa falar hoje. De falar do ser humano, sobre o que fazemos com as dores da existência, sobre as incertezas na criação artística, e também falar da condição da mulher ontem e hoje. Não poderia fazer uma personagem tão profunda sem a vivência pessoal e teatral que tenho hoje’".
A estrutura do texto que chega ao palco traz a característica de maior destaque na da literatura da inglesa, com a alternância de fluxos de consciência. "Fazer o monólogo foi uma opção natural neste processo, pois todas as vozes estão dentro dela. Eu nunca quis estar sozinha, sempre gostei do jogo cênico com outros colegas", conta a atriz. O processo de criação ainda partiu de uma série de improvisações que fez anteriormente com Amir Haddad, a maioria durante a pandemia.
A chegada de Amir ao projeto vem ao encontro do desejo de Cláudia em encenar um texto autoral. "Ele tem como premissa a liberdade, permite que o ator seja o autor de sua escrita cênica, isso foi fundamental em todo o processo", explica ela. Já Malu Valle, codiretora da montagem, entrou no processo quando Amir se recuperava de Covid e contribuiu na etapa final de "Virginia".
"Virginia", com Cláudia Abreu - Ingressos esgotados
Local: Caixa Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo n° 280, Centro
Datas: 25, 26 e 27 de abril de 2025
Horário: sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 17h
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia) - Esgotados.