Dois novos livros de poesia do catálogo da Telaranha têm lançamento marcado para esta semana, eles são “Emily,” – de Guilherme Condimoura – e “Maravalha” – de Hiago Rizzi. O evento é nesta terça-feira (5), a partir das 19h, na própria livraria da editora, com sessão de autógrafos.
Guilherme Condimoura
Condimoura já circula no meio literário há tempos. É sócio de Bárbara Tanaka na editora curitibana que publica agora sua obra (mas como editor, assina Guilherme Conde Moura Pereira) e “Emily,” é seu terceiro livro de poesias. Os lançados anteriormente são “Caderno de segunda mãe” (2015), pelas Edições Garupa, “Mas passo esta matéria perigosa” (2016), pela La Bodeguita. Hoje, o autor e editor também cursa doutorado em Estudos Literários na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
“Emily,”
Os poemas de “Emily,” falam, em alguma medida, de personagens da cultura pop como Laura Palmer (personagem criada por David Lynch em “Twin Peaks”), Candy Darling (1944 - 1974; atriz e musa de Andy Warhol) e Emily Dickinson (1830 - 1886, poeta americana que dá título ao livro). Neles, Condimoura experimenta com as formas e conversa com a fantasmagoria, horror e endereçamento.
Hiago Rizzi e "Maravalha"
Apesar de “Maravalha” a estreia de Rizzi como autor, ele também não é novato no mundo das letras. O jornalista foi repórter do jornal literário Cândido, em que entrevistou nomes como Andrea Del Fuego, Francisco Mallmann, Ricardo Corona, que influenciaram de alguma maneira a publicação desse seu primeiro livro. Foi dele, que hoje é o coordenador de comunicação da Telaranha, a organização da antologia poética de Rollo de Resende (1965-1995), “Espáduas” (publicada em 2023).
A escrita entrou na vida de Rizzi na adolescência, quando ainda morava em Maravilha-SC, o interesse mais sério veio com a entrada no curso de jornalismo, na UFPR em 2018. Os poemas reunidos em "Maravalha" são parte da produção do poeta nos últimos cinco anos, com exceção de dois escritos no último ano, e estão organizados em três partes. A primeira tem ligação com a cidade natal do autor, nas outras duas há um trabalho mais forte com a linguagem, especialmente a última é inspirada em relações. (A palavra maravalha também denomina pequenas lascas de madeira, ou uma coisa sem importância.)
Entre as influências, diretas ou indiretas, para “Maravalha” estão tanto o trabalho como repórter, quanto a pesquisa e organização da antologia de Rollo de Resende. “Ele é fruto da minha vivência com o jornalismo, tanto na escrita quanto na lógica de feitura, e também na concisão do texto, que é uma característica da minha poesia”, diz ele a respeito do livro. Sobre a poesia de Rollo, Rizzi explica, que apesar de não serem contemporâneos, existem pontos em comum: “No trabalho dele (...) há algo tão pulsante e que comunica diretamente com o que eu anseio ou penso sobre as coisas".
Ainda sobre o estilo dos poemas publicados agora, o jornalista fala que escreve buscando “uma pegada pop em algum sentido" e que é possível reconhecer indícios do que pretende para o futuro. “O que eu planejo escrever daqui para frente está mais relacionado às imagens e às artes visuais do que com a literatura necessariamente".
Poemas
| 坂井泉水 (em “Emily,”, de Guilherme Condimoura) | “O Soldado” (em “Maravalha”, de Hiago Rizzi) |
| uma sorte de memória cravada em dias-almanaque no centro dum livro as marcas amareladas de um postal perdido segure o corrimão, não se perca de vista | o soldado no viracopos além de virá-los quer quebrá-los para que eu não veja de cima o céu não ouse falar de londrina em 1974 |
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Lançamento dos livros “Emily,” e “Maravalha”
Com presença dos autores Guilherme Condimoura e Hiago Rizzi
Dia 05/11 (terça-feira), às 19h, na Livraria Telaranha (Rua Ébano Pereira, 269 – Centro – Curitiba/PR)
Entrada gratuita e exemplares à venda no local (preço de capa: R$ 54).
Os dois livros e outros títulos da Telaranha estarão à venda na Mamute Feira Gráfica, no sábado (9/11), em Curitiba.