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Coletânea “Hip-Hop pelo Fim do Feminicídio” abre inscrições para poesias de todo o Brasil

Projeto nacional vai selecionar 50 poemas inéditos que denunciem o machismo e promovam a conscientização sobre a violência contra a mulher. Inscrições vão até 23 de março

Coletânea “Hip-Hop pelo Fim do Feminicídio” abre inscrições para poesias de todo o Brasil
Foto: Breakreate / Unsplash

Artistas de todo o Brasil podem enviar poesias inéditas de protesto contra o machismo e de conscientização sobre a violência contra a mulher para integrar o livro coletivo Hip-Hop pelo Fim do Feminicídio. As inscrições estão abertas até 23 de março e o lançamento da obra está previsto para 30 de maio.

A iniciativa selecionará 50 textos que irão compor a coletânea, pensada como um espaço de expressão artística e de denúncia social por meio das linguagens ligadas ao hip hop.

Clique aqui para o Edital de seleção.

Segundo a educadora popular Eulla Yaá, uma das organizadoras do projeto, a publicação terá circulação nacional e busca fortalecer a arte como instrumento de mobilização social.

“A ideia é motivar as linguagens e potências do hip hop como forma de denúncia, resistência e valorização da vida das mulheres”, afirmou.

Prioridade para vozes femininas

A chamada é aberta a participantes de todas as idades, mas terão prioridade na seleção poesias escritas por mulheres cis, trans e travestis.

Cada participante poderá enviar uma única poesia, que deve ser de autoria própria e sem uso de inteligência artificial. O envio é feito por meio de formulário online, que também recebe o texto da obra.

Para Eulla Yaá, a arte tem papel importante no enfrentamento da violência de gênero.

“A arte também é uma forma de luta contra o feminicídio, com significado de prevenção e conscientização”, disse.

Arte como ferramenta de denúncia

De acordo com as entidades organizadoras, a coletânea pretende reunir produções que dialoguem com estéticas e linguagens do hip hop, valorizando a cultura periférica como ferramenta de denúncia, resistência e enfrentamento às violências contra as mulheres.

A iniciativa é do Instituto Periferia Livre, em parceria com o Instituto Transforma, o Núcleo de Estudos, Organização e Difusão do Conhecimento em Literatura Marginal (Neolim) e a Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop DF.

O Instituto Periferia Livre também mantém a Casa da Mulher no Hip Hop do Distrito Federal, que oferece cursos, oficinas profissionalizantes, apoio psicológico e orientação jurídica para mulheres. O livro integra as ações da organização voltadas à sensibilização social e ao combate à violência de gênero.

Tags: cultura Brasil

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