O multiartista Simon Magalhães faleceu segunda-feira (7), aos 58 anos de idade, em Curitiba. Após cerimônia em Curitiba na manhã desta quarta-feira (9), no Teatro Guairinha, as despedidas continuam na cidade de Ponta Grossa, com velório a partir das 16h, na Funerária Santana, e enterro na quinta-feira (10), às 11h, no Cemitério São João Batista.
Formado em artes cênicas e atuando no circuito cultural desde 1990, Magalhães conquistou reconhecimento nos palcos e também para além deles graças a um talento ímpar aliado à luta por pautas identitárias. Exemplos da união entre a arte e as causas sociais que marcaram a trajetória do ator e músico, que se autodescrevia como “artista preto, periférico, latino-americano e de voz potente”, são encontrados na composição “Eu Vou Voltar a Ser Mulher” e no espetáculo musical “Por Que Não Tem Paquita Preta?".
Entre os destaques de sua carreira ainda estão o filme “Cafundó” (2005), dirigido por Paulo Betti e Clovis Bueno, em que contracenou com Lázaro Ramos, os trabalhos como integrante do Coletivo Selvática – grupo com o qual esteve na Mostra Lucia Camargo do 31º Festival de Curitiba, apresentando o espetáculo “Adoráveis Transgressões” – e o papel no elenco de “O Homem Desconfortável” (2016), do Teatro de Comédia do Paraná (TCP). O mais novo trabalho do artista no cinema ainda está inédito, é o filme "Nó", dirigido por Laís Melo e com estreia marcada para o Festival de Gramado, no mês de agosto.
Ele também foi vencedor do Prêmio Gralha Azul em 2009, pela atuação no espetáculo Pixaim; e, em 2023, recebeu homenagem da Câmara Municipal de Curitiba por sua contribuição à cultura afro‑paranaense.
Notas de pesar e lamentos
Nas redes sociais, muitos lamentaram a grande perda para a cultura brasileira. Entre os artistas que expressaram pesar pela partida de Simon Magalhães estão nomes como Nena Inoue, Leonarda Glück, Gabriel Machado, Ricardo Nolasco, Francisco Mallmann, Iria Braga e Helena de Jorge Portela, além de personalidades como a Vereadora Giorgia Prates (Mandata Preta, PT) e o jornalista Miguel Arcanjo.
O Sindicato dos Trabalhadores das Cênicas e do Audiovisual no Paraná (Sated/PR), o Teatro Guaíra, e a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) também emitiram notas de pesar pelo falecimento do artista.