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Câmara de Curitiba votará título de cidadania honorária para Michelle Bolsonaro

Proposta é da vereadora Carlise Kwiatkowski, que é presidente do PL Mulher

mulheres brancas usando camisetas rosas e calças brancas
Michelle Bolsonaro e Carlise Kwiatkowski durante evento em Curitiba, em 2023 | Foto: reprodução redes sociais
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O plenário da Câmara de Curitiba já pode votar o projeto de lei que concede cidadania honorária para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A proposta foi aprovada na Comissão de Educação e é de autoria da presidente da PL Mulher do Paraná, vereadora Carlise Kwiatkowski.

Na justificativa do projeto, a autora disse que Michelle Bolsonaro tem “uma relação próxima com Curitiba e o estado do Paraná, demonstrada por sua participação em eventos e projetos que impactaram positivamente a cidade”. A vereadora cita também o apoio de Michlle para a Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele (APSAM), liderada por Kelly Cavalcanti, que foi candidata à Câmara nas últimas eleições pelo PL.

Cavalcanti não foi eleita, mas em suas redes sociais afirmava ser a candidata de Michelle Bolsonaro em Curitiba.

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Outro motivo que, segundo Carlise Kwiatkowski, dá suporte para indicação de cidadania honorária para a ex-primeira-dama é o “carinho” que ela demonstrou pela cidade. “A receptividade calorosa dos curitibanos fortaleceu ainda mais esse vínculo, criando uma relação de afeto e respeito mútuo”, diz o texto.

Em 2023, quando participou de um evento do PL Mulher em Curitiba, Michelle foi recebida com gritos de “senadora” pelas colegas do partido.

Educação

Na Comissão de Educação a vereadora Meri Martins (Republicanos), relatora do projeto, deu parecer favorável para que a matéria fosse votada em plenário. Em seu relatório de cinco parágrafos, a parlamentar, que é representante da Igreja Universal, indicou ser favorável à tramitação regular do projeto “em reconhecimento a sua trajetória de vida, seu trabalho em defesa dos direitos das pessoas com deficiência, sua proximidade com Curitiba e seu compromisso com os valores de solidariedade, inclusão e família”.

Os vereadores Bruno Secco (PMB) e Guilherme Kilter (Novo) acompanharam a relatora e votaram favoravelmente para a apreciação em plenário. A vereadora Professora Ângela (PSOL), votou contra.

Para embasar seu posicionamento, Professora Ângela citou a investigação do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) que apuram supostas irregularidades no uso do cartão corporativo da ex-primeira-dama por assessores; o caso do pagamentos em dinheiro em contas ligadas a pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo Michelle; a CPI do 8 de janeiro; entre outros.

“Tais denúncias, ainda que em fase de investigação, representam um grave obstáculo à concessão do título de Cidadã Honorária. A honraria em questão deve ser concedida a indivíduos cujas condutas sejam exemplares e que representem os valores e princípios da cidade de Curitiba”, justifica a vereadora.

Em plenário a expectativa é de que o texto seja aprovado, já que a maioria dos vereadores é bolsonarista, contudo ainda não há data marcada. Caso isso ocorra, a ex-primeira-dama deve vir à Curitiba para receber o título de cidadã honorária da cidade.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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