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BNDES reduz participação na Copel e passa a deter cerca de 19,9% das ações

Banco estatal vende parte das ações da Copel na Bolsa e passa a deter cerca de 19,9% da companhia paranaense de energia

Por Robô
BNDES reduz participação na Copel e passa a deter cerca de 19,9% das ações
Foto: Matthew Henry / Unsplash

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou ao mercado que o BNDES Participações (BNDESPar) reduziu sua participação acionária na empresa após vender parte dos papéis negociados na Bolsa de Valores.

A informação foi divulgada pela companhia em comunicado ao mercado nesta quarta-feira (11), em atendimento às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo o comunicado, o BNDESPar vendeu ações em pregões realizados na B3, entre 5 de fevereiro e 10 de março de 2026. Após as operações, o banco passou a deter 593.481.610 ações ordinárias da Copel, equivalentes a aproximadamente 19,9% do total de papéis da companhia.

A alienação foi comunicada oficialmente à empresa pelo BNDESPar na terça-feira (10), conforme as normas de divulgação de participação acionária relevante previstas pela CVM.

Redução gradual da participação

O BNDES, por meio do BNDESPar, é historicamente um dos principais acionistas da Copel. O banco público atua como investidor em empresas estratégicas com o objetivo de fomentar o desenvolvimento econômico e fortalecer o mercado de capitais no país.

Nos últimos anos, porém, o banco vem reduzindo participações em diversas companhias como parte de programas de desinvestimento. Movimentos semelhantes já ocorreram em empresas como Petrobras, Vale e Suzano.

No caso da Copel, o BNDESPar já chegou a ter cerca de 24% do capital da companhia, posição que o colocava entre os maiores acionistas da empresa.

Contexto após a privatização da Copel

A Copel passou por uma profunda mudança em sua estrutura societária em 2023, quando o governo do Paraná realizou uma grande oferta pública de ações que resultou na privatização da companhia. A operação movimentou cerca de R$ 4,5 bilhões na Bolsa e transformou a empresa em uma corporação de capital disperso, sem acionista controlador.

Desde então, nenhum acionista pode exercer mais de 10% do poder de voto nas assembleias, mesmo que possua uma fatia maior do capital, modelo semelhante ao adotado na privatização da Eletrobras.

A Copel é uma das principais empresas do setor elétrico do país, responsável pela geração, transmissão e distribuição de energia no Paraná e com ações negociadas nas bolsas do Brasil, de Nova York e da Espanha.

Divulgação obrigatória ao mercado

A venda de ações pelo BNDESPar foi comunicada porque ultrapassou os limites que exigem divulgação pública. Pela regulamentação da CVM, empresas de capital aberto precisam informar ao mercado quando um investidor relevante aumenta ou reduz sua participação acima de determinados patamares.

No comunicado divulgado nesta quarta-feira, o vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores da Copel, Felipe Gutterres, afirmou que a companhia tornou pública a informação após receber a notificação formal do BNDESPar.

A empresa não detalhou o volume financeiro movimentado na venda nem indicou se novas alienações estão previstas.

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