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Annie Ernaux vence o Prêmio Nobel de Literatura 2022

De acordo com a Academia Sueca, a escritora francesa de 82 anos demonstrou coragem para desvendar os limites da memória individual

Annie Ernaux vence o Prêmio Nobel de Literatura 2022
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A escritora francesa Annie Ernaux, de 82 anos, venceu o Prêmio Nobel de Literatura 2022. De acordo com a Academia Sueca, responsável pelo prêmio, Ernaux venceu “pela coragem e pela precisão clínica com que desvendou as origens, o distanciamento e as limitações comuns das memórias individuais”.

Annie Ernaux é publicada no Brasil pela editora Fósforo, que editou quatro livros da autora nos últimos dois anos: “O lugar”, “O acontecimento”, “Os anos” e “A vergonha”. Até o fim do ano, deve ser publicado “O jovem”, seu trabalho mais recente, sobre a relação amorosa que viveu com um homem 30 anos mais novo.

Em novembro, Annie Ernaux será uma das convidadas da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, no Rio de Janeiro. A seguir, confira textos e o podcast que o Plural produziu sobre a 17ª mulher a vencer o Prêmio Nobel de Literatura.

1. Annie Ernaux

Ernaux decidiu que tinha que deixar a caixa de ferramentas normal dos escritores fechada, e escrever “a faca”, como ela diz. Mais ou menos no espírito do grande Montaigne, descobriu que o melhor assunto para uma escritora era falar de si mesma, e que só assim poderia falar de algo que realmente conhecia e que seria útil aos outros.

Leia o texto de Rogerio Galindo.

Annie Ernaux, Nobel de Literatura 2022

2. Annie Ernaux e “O lugar”

A autora nasceu durante a Segunda Guerra. Faz um levantamento da vida do pai, que chegou à vida adulta no entre-guerras. Descreve como uma família do interior da França viveu esses anos e os seguintes: do campo para a vida operária e daí para um pequeno negócio.

Leia a crítica de Benedito Costa.

3. Annie Ernaux e “A vergonha”

Publicado na França no fim dos anos 1990, a obra fala sobre o dia em que o pai e a mãe da escritora entraram numa briga e ele ameaçou matar a mulher com uma foice. A partir desse fato terrível, ocorrido em 1952, a escritora Annie Ernaux, uma das mais importantes do França e do mundo, constrói um relato sobre suas origens e sobre como essa bagagem e a experiência de viver com pais comerciantes que eram gente simples se transformou numa vergonha que a vida inteira fez parte do seu ser.

Ouça o podcast:

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4. Annie Ernaux e “O acontecimento”

No livro “O acontecimento”, Annie Ernaux narra os eventos passados como numa espécie de depoimento, ou de acerto de contas. Ela briga com as memórias, sofre ao resgatá-las, se incomoda por não conseguir lembrar detalhes de uma ou outra situação. “A única memória verdadeira é material”, escreve ela, sobre a “questão da evidência” – fotos, diários e agendas que consulta ao longo do processo.

Leia a resenha de Irinêo Netto.

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