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Aline Brandalise fala sobre seu livro de estreia, com lançamento neste sábado (01/02)

A coletânea de crônicas “Às vezes eu me sinto uma espectadora da vida real” é o primeiro livro da Coleção Plural, publicado pela editora Arte e Letra

Aline Brandalise fala sobre seu livro de estreia, com lançamento neste sábado (01/02)
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Neste sábado (01/02), às 11h, na livraria Arte e Letra, o selo Plural lança a coletânea de crônicas “Às vezes eu me sinto uma espectadora da vida real”, de Aline Brandalise. O exemplar reúne mais de 50 textos da autora publicados no jornal e nas redes sociais, tem como editor Irinêo Baptista Netto, também jornalista e tradutor, e chega às mãos dos leitores como o primeiro título da coleção publicada em parceria com a editora Arte e Letra. No evento, Aline participa de conversa mediada por Baptista Netto, seguida por sessão de autógrafos.

Na semana dos preparativos para o lançamento do livro, que também é o de estreia da escritora, ela falou ao Plural sobre suas influências e contou que seus textos nascem de um “olhar que se surpreende com coisas pequenas”. Aline tem 35 anos de idade, nasceu na Lapa (PR), mas diz que é "quase curitibana" (mora aqui há 14 anos), trabalha como coordenadora de marketing de uma rede de colégios e nunca - até agora - viu a literatura como profissão. A autora de “Às vezes eu me sinto uma espectadora da vida real” ainda revelou o caminho que percorreu até as crônicas, confira a entrevista a seguir.

Aline Brandalise

Quando a literatura entrou na sua vida e como?

Sempre curti muito escrever (e ler), parecia natural pra mim; me formei em jornalismo muito por isso. Mas falando das crônicas, eu decidi, depois de um processo bem profundo, abrir uma página no Facebook para escrever. No início, a ideia era ninguém nem saber que era eu quem escrevia, o que não durou nada porque contei bem rápido [risos]. A página deu certo na época, veio a pandemia e escrever lá me ajudou muito, assim como sei que ajudou muita gente também. Era um ponto de alívio para mim e para quem lia.

Da página veio o convite pra escrever pro Plural, que me assustou porque sempre escrevi de forma solta e muito voltado ao humor. Mas eles (vocês) disseram que era assim mesmo que queriam. E, alguns anos depois, veio o convite para o livro, que é um sonho realizado da pequena Aline, que vivia enfiada na biblioteca da cidade.

Quais são os temas que você aborda nos contos de "Às vezes eu me sinto uma espectadora da vida real"?

Abordo temas leves e do dia a dia, com um olhar que se "surpreende" com coisas pequenas. Coisas que eu penso enquanto observo a vida acontecendo, acontecendo comigo ou com quem eu vejo. As crônicas são a ‘coisificação’ (não sei se inventei esse termo, mas não achei outro) das vozes da minha cabeça.

Que escritoras e escritores serviram de referência para você no livro?

Eu conheci o gênero crônica, sem querer. Escolhi um livro pela capa e me apaixonei, pelo Luis Fernando Veríssimo, e ele é até hoje minha maior referência. Acho genial como ele consegue trazer leveza e sarcasmo para qualquer tema.

Gosto muito também da Lygia Fagundes Telles, que é uma gênia em finalizações de crônicas que tiram seu fôlego, e Rubem Braga, que escrevia lá nos anos 50, mas, se você lê hoje, parece que ele publicou ontem de tão atual.

Você poderia falar um pouco sobre as circunstâncias em que escreveu os contos de "Às vezes eu me sinto uma espectadora da vida real"?

O livro é uma junção de crônicas já publicadas na página e algumas inéditas, que retratam diferentes momentos da minha vida, desde o encanto da infância, inocência (e um pouco de burrice) da juventude na época de faculdade, até hoje em dia. Sempre com essa ideia de trazer pra luz pequenos recortes de coisas que eu acho encantadoras ou absurdas, mas que são rotineiras e não estariam numa trilogia de 800 páginas.

Várias dessas crônicas eu escrevi durante a pandemia. Eu moro sozinha e, na pandemia, ficava ainda mais tempo sozinha. Era uma forma de colocar no papel, na verdade no Facebook, pensamentos que apareciam, como se estivesse comentando com alguma amiga.

Para quem nunca leu nada assinado por você, qual crônica você indicaria para ser a primeira leitura? Por quê?

Poxa vida, deixa eu pensar… eu recomendaria ler o livro inteirinho. Gosto muito da "Disney, você mentiu pra mim", mas não sei responder essa pergunta (risos).

Leia aqui a crônica de Aline Brandalise "Disney, você mentiu pra mim!"

Lançamento: “Às vezes eu me sinto uma espectadora da vida real”, de Aline Brandalise

Primeiro título da Coleção Plural/Arte e Letra

Dia 1º de fevereiro, sábado, às 11h, na Livraria Arte e Letra (Rua Desembargador Motta, 2011 — Batel, Curitiba). Entrada gratuita. O livro estará à venda no local e também pode ser comprado aqui.

“Às vezes eu me sinto uma espectadora da vida real”, de Aline Brandalise

140 páginas.

Capa dura.

Preço de capa, R$ 58.

Luciana Nogueira Melo

Luciana Nogueira Melo

Jornalista apaixonada por cultura, moda e turismo. Cursou publicidade, letras, um pedaço de artes cênicas e outro de produção cênica. Já trabalhou com publicidade, produção, como locutora e na TV.

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