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A Banda da Cozinha é a mais famosa da cidade

Alimentação durante o Rock Camp Curitiba é toda vegana. Receitas recebem nomes de grandes mulheres da música

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Durante os seis dias da colônia de férias do Rock Camp Curitiba, campistas e voluntariado passam pela experiência de uma alimentação integralmente vegana. Apesar de não ser uma exigência do Girls Rock Camp Alliance, rede internacional da qual o RCC é membro, a coordenação do projeto aqui em Curitiba viu nessa decisão, a oportunidade de mostrar que esse é um caminho alimentar possível para qualquer pessoa.

Para tornar a experiência mais divertida – principalmente para campistas menores – cada prato recebe um nome cheio de criatividade. O quibe de abobrinha vira “Ki-batuque”, o feijão é “Feijão do Rock” e a salada é a “Salada Feroz”. Além disso, tradicionalmente, no último dia da colônia de férias, as mulheres da música são homenageadas e os pratos recebem nomes ligados a elas. Já passaram pela mesa do Rock Camp Curitiba, Rita Lee, Elza Soares e Patti Smith, dentre outras.

Comandando a cozinha do Rock Camp Curitiba desde a primeira edição, a chef Renata Vidal conta que até então, não tinha experiência na culinária vegana, mas topou o desafio e ao longo dos anos foi se aprimorando nesse tipo de prato.

Foi justamente no Rock Camp Curitiba que Renata conheceu Juliane Krainski, com quem divide a gerência da Mandarina Comida e Afeto, café e bistrô que conta com várias opções veganas no cardápio.

Com a rotatividade de pessoas voluntárias a cada ano, a história acaba sempre se repetindo. Além de Renata, esse ano a Banda da Cozinha também conta com outras cinco voluntárias, entre elas Veronica Aparecida Claudio da Paz, que decidiu se inscrever após presenciar o impacto do Rock Camp na vida da filha, que participou da edição 2020 e também é campista agora.

Verônica já tinha experiência em cozinha e pensava que não tinha prática na comida vegana. Quando viu o cardápio feito por Renata, percebeu que a comida vegana já faz parte de muitas mesas brasileiras:

“Muitas pessoas pensam que a comida vegana não tem sabor, mas a verdade é que muito da alimentação cotidiana dos brasileiros é feita sem produtos de origem animal”, explica.

É o caso da farofa de cebola crocante, prato introduzido no cardápio por Verônica e que fez muito sucesso. É comum também, que responsáveis de campistas entrem em contato solicitando receitas elogiadas no retorno para casa:

“Para as crianças existe um tabu em relação às verduras e legumes. Introduzir esses alimentos em uma formatação diferente da usual faz com que elas percebam que vegetais podem ser saborosos”, finaliza.

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