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Urbs vai demitir 150 funcionários e trocar por terceirizados

Empresa ligada à Prefeitura de Curitiba manda embora empregados responsáveis por serviços como limpeza e jardinagem

Urbs vai demitir 150 funcionários e trocar por terceirizados
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A Urbs abriu um procedimento administrativo para demitir cerca de 150 profissionais que serão substituídos por terceirizados. Os trabalhadores, conhecidos como "agentes de apoio", são responsáveis por atividades como limpeza e jardinagem, e têm todos mais de uma década de carreira na empresa. Segundo a Urbs, a ideia é economizar até R$ 5 milhões por ano, mas o sindicato da categoria contesta o cálculo.

O edital para contratação de uma terceirizada foi lançado no fim do ano passado, e a empresa escolhida deve assumir as funções em 1º de fevereiro. O sindicato achava, porém, que a Urbs seguiria o que fez em outras vezes, repassando os profissionais para outras áreas - e não esperava o procedimento para demissão de tantos empregados.

Em nota enviada ao Plural, a Urbs afirma que "por questões legais os empregados não podem desempenhar outras atividades que não estejam vinculadas à sua carreira". A empresa, vinculada à prefeitura de Curitiba, também diz que "serão respeitadas as estabilidades previstas em lei, como sindicalistas, membros de CIPA, grávidas, afastados pelo INSS".

"A Urbs já tinha terceirizado outras áreas mas sempre sem demissões"afirma Valdir Mestriner, presidente do Sindiurbando, que representa a maior parte dos funcionários da Urbs. De acordo com ele, o sindicato entrará com medidas judiciais para impedir a demissão em massa. "Já contestamos o edital de licitação, mas a Justiça infelizmente ainda não deu resposta", afirma.

A Urbs afirma que a substituição por terceirizados "segue uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) de redução de custo com pessoal". "Vale lembrar que empregos não serão perdidos, pois os postos de trabalho continuarão a existir, a diferença é que a atividade será realizada por um terceiro especialista no assunto, o que para a administração pública é muito mais satisfatório, já que as faltas têm que ser supridas pela empresa terceirizada, evitando quebras nos turnos e garantindo a execução das atividades", diz a nota enviada ao Plural.

Segundo a prefeitura, o custo das rescisões será de aproximadamente R$ 10 milhões com o pacote “conforto” e mais R$ 10 milhões em indenizações a serem quitadas.

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