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Universidade se desculpa por demitir Mauricio Requião durante a ditadura

Federal de Uberlândia pede desculpas a oito professores injustamente demitidos no regime militar

Universidade se desculpa por demitir Mauricio Requião durante a ditadura
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O Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) pediu desculpas a oito docentes do curso de psicologia que foram expulsos da universidade durante a ditadura militar. As desculpas vêm com um atraso de pouco mais de três décadas. Entre os professores demitidos à época está Maurício Requião, que hoje é conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná.

Na época os professores Mauricio Requião, Érika Wróbel, Luiz Leite Monteiro (In memoriam), Maria de Fátima José-Silva, José Baus, Sueli Terezinha Ferrero Martin, Regina Sileikis e José Silvio Pimentel foram perseguidos e perderam seus cargos acadêmicos na instituição. Alguns deles chegaram a lecionar posteriormente no Paraná. A retratação histórica vem em forma de pedido de desculpas e busca reparar uma das inúmeras injustiças cometidas entre as décadas de 60 e 80.

Aprovado pelo Conselho do Instituto de Psicologia da UFU e assinado pela professora Maristela de Souza Pereira, o documento ressalta a importância de combater discursos antidemocráticos. “Esperamos que essa retratação oficial, ainda que tão tardiamente proferida, seja mais um passo em direção à reparação dos danos sofridos pelas vítimas e também rumo ao resgate da memória dos inúmeros abusos cometidos pelo governo que regeu nosso país por 21 anos, para que tal regime ditatorial nunca mais se repita e que os inúmeros ataques aos Direitos Humanos e ao Estado Democrático que temos presenciado nos últimos anos sejam severamente rechaçados e punidos”.

Para Mauricio Requião, apesar de tardio, o documento é muito importante. “Foi um reconhecimento mais do que tardio de mais uma injustiça, entre milhares cometidas pelo regime militar, que infelizmente chega após a morte de um dos atingidos. Mas, enfim, uma manifestação muito importante para todos nós que fomos vítimas do regime de exceção”.

Colaborou Júlia Sobkowiak

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