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Universidade pública é lugar de vagabundo?

Fagner Zadra conta sua experiência com doutrinação de drogados nas federais da vida

Por Admin
Universidade pública é lugar de vagabundo?
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Ultimamente tem se falado muito sobre as universidades federais brasileiras. Mas a discussão não gira em torno de todas as pesquisas feitas a muito custo pessoal dos envolvidos para realizar estes importantes trabalhos que alavancam nossa tecnologia e o desenvolvimento do nosso país. Não adianta pensarmos na economia do país se o pilar que sustenta nosso desenvolvimento for destruído, e este pilar está justamente posicionado dentro das universidades, tanto particulares como públicas.

Justifico, argumentando que sempre que a gente consome algo com tecnologia estrangeira – e isso está em quase tudo – teremos que destinar boa parte da nossa economia, para enriquecer os cofres de outras nações e instituições estrangeiras, inclusive as universidades de outros países. Estão dizendo largamente por aí que universidade pública é antro de vagabundo, de doutrinação esquerdista e lugar onde os alunos usam drogas abundantemente. Com propriedade lhe digo, é a mais pura verdade!!!

Para  quem não sabe, estudei em duas universidades públicas. Na UTFPR, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, quando ainda era CEFET, fiz Superior em Tecnologia do Concreto, que é tipo uma engenharia de materiais de construção, onde a gente brincava de ciências, mas usando cimento; e também na UFPR, a Universidade Federal do Paraná, onde estudei Engenharia Civil, que é como brincar de Lego, mas em grande escala e que se você errar uma pecinha, pode causar uma desgraça. Médico quando mata, mata no varejo, já engenheiro, é no atacado mesmo! E nas duas instituições era uma loucura!

Assim como estão sugerindo, é claro, era comum ver um professor cheirando cocaína durante a aula, em cima da sua própria mesa, na frente de todos. Tinha um professor que era tão doidão que de vez em quando se enganava e cheirava o giz do quadro, que estava sempre quebrado por falta de recursos. Geralmente isso acontecia durante a aula de DE (Doutrinação Esquerdista), que é uma disciplina obrigatória em todas as universidades federais do país.

Nessa disciplina obrigavam a gente à usar várias drogas enquanto no telão passava um filme esquerdista e nazista, justamente como essa associação que estão fazendo por aí, o que de várias formas é meio contraditório, pois quem já estudou um pouquinho de história sabe que o nazismo não pode ser considerado de esquerda, nem de direita, pois eles pregavam e ainda se consideram uma terceira via política e social (a esquerda diz que isso é coisa da direita). O Nazismo é aquela coisa bizarra que pelo jeito nem todos conhecem, mas se dizem que é de um lado ou do outro, então é né! Quem gosta de estudar tem isso, acaba estudando de tudo, inclusive história. Veja bem, estudar, uma coisa que não serve para nada, e ainda usando dinheiro público. Tá louco!

Tinha uma outra disciplina de doutrinação que eu não era muito chegado, a DCME (Doutrinação Comunista por Meio da Escravidão). Nessa disciplina éramos acorrentados a bolas de metal de 20 kg e tínhamos que trabalhar 16 horas diárias sem intervalo nem alimentação, em uma mina de carvão (hoje é numa de nióbio). Também éramos obrigados a cantar em coro as músicas de campanha dos candidatos de esquerda. Atente-se, eu disse acorrentado a bolas, e não pelas bolas, até porque se assim fosse, ninguém conseguiria cantar absolutamente nada! Talvez nem respirar!

Tinha uma aula recreativa que eu gostava, a aula de Jogar Marighella, que era tipo jogar amarelinha, mas no caso era vermelhinha. Chamávamos assim não apenas porque era uma brincadeira que fazia alusão à esquerda política, mas também porque o chão ficava todo pintado de sangue, pois comumente alguém perdia ali um braço ou uma mão com as bombas. É que no lugar das pedrinhas a gente usava bombas caseiras. Quando acabavam as bombas, a gente usava alguma mão decepada que estava no chão, mesmo. Uma atividade revigorante e saudável. Bem, para uns, nem tão saudável assim, muito menos revigorante.

Eu gostava bastante das aulas de táticas de guerrilha, só achava exagero o professor vir sempre fantasiado de Che Guevara, e termos aulas com as FARC.

No intervalo todo mundo se encontrava no coffee shop de maconha. Toda universidade federal tem um destes. Ali todo mundo estava sempre feliz. O problema é que ninguém lembrava de voltar para a aula. Um amigo meu montou uma barraquinha de dogão ao lado de um desses e ficou rico. Como deixou de ser proletário, foi expulso da universidade.

A decoração era esquisita, sempre achei que não ornava muito bem a bandeira comunista estar entre a bandeira do Brasil e a do estado.

O trânsito interno era bastante tendencioso. No campus onde estudei, todas as ruas viravam só para a esquerda, quando algum desavisado virava para a direita, logo tinha que retornar, pois sempre tinha um protesto pronto para ser iniciado. Se quem virava para a direita fosse da diretoria da universidade, havia greve geral. O duro não era perder o calendário, mas sim as partidas de truco durante as aulas.

Todo aluno de federal sabe fazer greve. Nós tínhamos treinamento de como fazer greve com uma equipe formada por membros da CUT, agora parece que é com um tal de Professor Boulos.

E o material didático que nos obrigavam a levar para a aula? Até entendo que além de todos os livros de engenharia, era necessário sempre levar um exemplar do “O Capital” do Marx, pois sempre tinha sabatina sobre isso, mas realmente era necessário levar a foice na mochila? Pra que levar para a universidade coisas que nunca vamos usar, tipo livros de engenharia, não é mesmo?

Tenho saudades de alguns colegas. Até ligaria para eles, mas não lembro do nome, muito menos do telefone deles. Maldita maconha!!!

Caro leitor, como você já deve ter percebido, este fictício e exagerado relato demonstra como as universidades públicas estão sendo “pintadas” em nosso país por muita gente. Para quem não conhece, convido ir até uma destas instituições e tentar assistir a uma aula com o quadro negro quebrado, não conseguindo identificar se o que está ali é um número ou só mais uma trinca no antigo e usado quadro. Isso se você conseguir ficar a aula toda sentado em uma cadeira frouxa, tentando se equilibrar na mesa quebrada, como se estivesse dançando lambada com o Beto Barbosa em plena aula de Cálculo II. E se  me perguntar sobre laboratório, terei que te responder com uma gargalhada, seguida de outra pergunta: “mas que laboratório?” Aquilo? Mas calma ao sair julgando só um ou outro governo, pois isso já vem assim ao longo de muitas décadas, em governos de direita, de esquerda e de centro. Uns tirando verba, outros contingenciando, o que dá na mesma, fora os claros desvios para todos os lados, inclusive internos.

E inacreditavelmente e heroicamente, o pessoal “não larga os bets” e ainda assim, saem ótimas pesquisas e trabalhos publicados e louvados mundo afora. Tenho orgulho em ter convivido com muitos destes profissionais, muitos até trabalhado junto.

Quando você estiver tomando café e reclamar da qualidade do queijo, antes disso, vá conhecer a produção do leite e como as vacas estão sendo tratadas. Aí com todo aquele queijo em sua boca, que nem é tão ruim assim, talvez você perceba que pode estar reclamando de boca cheia, enquanto as vacas estão de barriga vazia, tentando produzir o leite para você.

Ah, e antes que eu me esqueça, dentro das universidades federais nunca vi alguém usando drogas, nem fazendo putaria, muito menos doutrinação de esquerda, de direita ou de centro, o que vi foram várias pessoas estudando e pesquisando, e muitas outras tentando fugir das finais. Duvida? Fica o convite.

Meu amigo (a), seja bem-vindo (a) às universidades públicas do Brasil!!!

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Tags: Paraná

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