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Sem chuvas, rodízio de água em Curitiba volta a ficar mais rigoroso

Mudanças começarão a valer a partir da próxima quarta-feira (11).

Sem chuvas, rodízio de água em Curitiba volta a ficar mais rigoroso
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Após análises e estudos de projeção, a Sanepar voltou a endurecer o rodízio de água em Curitiba e região metropolitana. A partir da próxima quarta-feira (11), o período de abastecimento voltará a ser reduzido para 36 horas com suspensão de até 36 horas. O recuo ocorre por causa da redução drástica no volume dos reservatórios da região, que desde o início do ano passado nunca chegaram a atingir margem confortável para uma distribuição normal de água.

A capital e os municípios vizinhos convivem com um sistema de abastecimento parcial desde maio de 2020. Em março deste ano, com um alívio trazido pelas chuvas de verão, a companhia afrouxou o rodízio implementando o modelo de 60h×36h, ou seja, dois dias e meio com água e um dia e meio sem água. É esse que agora ficará mais rigoroso.

A Sanepar informou que a mudança foi necessária para afastar a possibilidade de colapso no Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba (SAIC). Em maio o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu seu primeiro alerta de emergência hídrica da histórica, válido para o Paraná e outros quatro estados do país.

O comunicado feito pela Sanepar nesta quinta-feira (5) salientou o histórico de poucas chuvas. Em julho último, choveu apenas 14,6 milímetros na região - seis vezes menos que a média de 92,4 mm para o mês. Para definir o novo modelo de rodízio, a companhia disse ter considerado indicadores como o a evolução do consumo, o nível de reservação, o histórico e a projeção das chuvas.

"Para se ter uma ideia, em março de 2020, o nível das barragens fechou o mês com a média de 69%, caindo para 60% em abril e iniciando um viés de queda permanente sempre abaixo de 60%. Esse índice só foi restabelecido um ano depois, em março de 2021, permanecendo somente até 4 de abril último. A partir de então, as barragens passaram a registrar quedas sucessivas novamente, chegando aos 48% registrados nesta semana", afirmou a empresa.

Conforme o Plural mostrou, a falta de água na região metropolitana de Curitiba é um problema já previsto desde 1995, que poderia ser diferente se houvesse preservação de mananciais e investimentos em novas fontes de captação e reserva. Desde a década de 1990, a companhia sabia que havia um desafio em manter Curitiba e RMC abastecidos. Há disponibilidade de água, mas as bacias que fornecem para as Estações de Tratamento já naquela época sofriam com a ocupação do entorno.

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