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Policial de escola cívico-militar é preso suspeito de assediar alunas no interior do PR

Policial de escola cívico-militar é preso suspeito de assediar alunas no interior do PR
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Um policial militar da reserva que integrava a equipe de uma escola cívico-militar em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, foi preso na sexta-feira (27) sob suspeita de abusar de alunas. O 21º Batalhão da PM cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça Militar. Na casa dele foram encontrados celulares, notebook, um colete balístico e 265 munições de variados calibres. O nome do suspeito e da instituição de ensino não foram revelados.

A investigação começou após denúncias de alunas que procuraram uma equipe policial que patrulhava a região escolar para saber se era praxe que policiais homens revistassem alunas mulheres. Ao serem questionadas sobre o motivo da pergunta, elas informaram que o militar, integrante da equipe escolar, estava constrangendo as alunas e aproveitando da situação para assediá-las.

Segundo os relatos, o militar ainda deu carona a diferentes alunas e, durante o trajeto, tentou assediá-las. Além das caronas e das revistas, as alunas relataram ter recebido mensagens via WhatsApp com conversas que não condizem com assuntos do colégio.

Denúncias anônimas também chegaram ao Ministério Público do Paraná, que informou ter "encaminhando ofício à Chefe do Núcleo Regional de Educação para que fossem tomadas as medidas necessárias e afastamento do diretor, bem como requisitou instauração de inquérito policial". Na sequência, houve complementação das denúncias, enviadas pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos - Disque 100.

O militar foi imediatamente afastado, sendo que a delegada responsável pelo recebimento da requisição de instauração de inquérito policial entendeu se tratar de crime militar, de competência da Justiça Militar, razão pela qual os documentos foram encaminhados para o Comando do 21º Batalhão da Polícia Militar, sendo então instaurado o Inquérito Policial Militar, culminando com a prisão preventiva do investigado.

O MP destaca que os procedimentos são sigilosos, portanto não é possível indicar nomes dos envolvidos ou a instituição de ensino.

"A Promotoria de Justiça da Comarca de Francisco Beltrão manterá o acompanhamento por meio do Procedimento Administrativo acima mencionado, visando o encaminhamento das alunas envolvidas para atendimento psicológico", diz o MP.

A Secretaria Estadual de Educação informou que a escola comunicou Núcleo Regional de Educação, que informou a SEED, que afastou o militar das funções na escola.

João Frey

João Frey

Jornalista (PUC-PR), Mestre em Ciência Política (UFPR) e especialista em Marketing Político e Campanhas Eleitorais (PUC-SP).

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