A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), sobre um suposto caso de rachadinha envolvendo o presidente da Câmara de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), está suspensa desde o dia 7 de julho. A informação foi dada pelo parlamentar durante a sessão desta segunda-feira (03).
A operação foi deflagrada no dia 29 de julho e na ocasião foram apreendidos equipamentos e dinheiro em espécie em vários locais. Um dos endereços visitados foi o gabinete do presidente. A operação, denominada “Prática Corrente”, apura uma suposta prática de venda de cargos públicos na estrutura da prefeitura.
Nesta segunda-feira (03) Kuzma disse que faria um esclarecimento. “Considero que todos que acompanham o trabalho desta Casa têm o direito de conhecer estes fatos [da suspensão]. Seguirei exercendo normalmente minhas atividades como presidente desta Casa legislativa e como vereador, com equilíbrio, com serenidade, confiando nas instituições e com absoluto respeito ao Ministério Público e ao Poder Judiciário”, destacou o parlamentar.

O Plural não teve acesso a liminar que suspendeu a investigação. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) informou que “o processo nº 0006667-04.2025.8.16.0196 tramita em sigilo” e que por este motivo não pode fornecer informações sobre o caso.
A Câmara Municipal emitiu uma nota na qual informou que o TJPR destacou que “os fatos relatados na denúncia anônima não foram confirmados pelas diligências realizadas e reconheceu a ausência de provas mínimas necessárias para justificar medidas graves, como a quebra do sigilo financeiro do vereador e outras providências adotadas no curso da investigação”.
Em nota, a Casa também informou que Tico Kuzma reiterou “que os fatos narrados na denúncia são falsos e reafirma sua plena confiança de que a verdade será reconhecida pela Justiça”.
O vereador não deu entrevistas sobre o assunto “por respeito ao segredo de Justiça”.
