Em Curitiba, não se tem registro de casos de raiva em animais domésticos como cães e gatos há mais de 30 anos. No entanto, o tratamento para prevenção da doença não é dispensado em todos os casos – como quando a pessoa é mordida por um animal silvestre. A necessidade de aplicação da vacina antirrábica – ou até mesmo do soro antirrábico – é definida após avaliação médica.
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Presente na saliva de animais infectados pela doença, a raiva é transmitida por meio de mordidas, arranhões e até mesmo lambidas . Em casos como esses, é necessário lavar a área com água e sabão e depois procurar uma unidade de saúde ou um médico.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o protocolo para aplicação da vacina antirrábica em Curitiba segue as orientações do Ministério da Saúde. A recomendação é a aplicação do soro antirrábico o mais rápido possível e a aplicação da vacina em quatro doses em até 90 dias após o acidente.
Animal silvestre
Em cidades como Curitiba, onde não há registros de raiva canina ou felina, é possível fazer a aplicação apenas do soro, em caso de acidentes envolvendo esses animais, dispensando assim a vacina. Quando é possível observar o animal e sabe-se que o mesmo está vacinado, até o soro pode ser dispensado.
Porém, o protocolo muda quando o acidente envolve animais silvestres como morcegos ou gambás, podendo ser indicado, além do soro, a vacinação o mais breve possível.
Na última semana, uma jovem em Curitiba foi mordida por um gambá e encontrou dificuldade para tomar a vacina antirrábica. Segundo ela, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em que foi atendida não possuía doses do imunizante. A aplicação do soro foi feita, mas a vacina foi aplicada somente dois dias após a mordida. Segundo a Prefeitura, o protocolo foi seguido e a aplicação foi feita dentro do prazo previsto.
Vacina antirrábica
Ainda segundo a jovem, a aplicação foi feita somente após uma liminar judicial. A prefeitura alega que o agendamento da vacinação foi realizado antes mesmo da demanda judicial.
Para a farmacêutica e doutora em microbiologia Aline Stipp, o protocolo de aplicação do imunizante segue algumas especificidades e muda principalmente quando o acidente envolve um animal silvestre. “Por não ser possível observar o animal, e nem saber o histórico dele, a vacina antirrábica se faz obrigatória”, diz.
A farmacêutica explica que a vacina antirrábica é uma das únicas que pode ser aplicada após a exposição à doença. “Ainda assim, quanto antes a vacina for administrada menor é o risco de contaminação pela doença’’, diz.
O agendamento da vacinação é feito também levando-se em consideração a quantidade de doses disponíveis em cada município. O repasse das doses do imunizante é feito pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), de acordo com os riscos de contaminação pela doença em cada município.