Na última terça-feira (16), o motorista catarinense André Baldessar, de 40 anos, morreu após seu caminhão ser atingido por um trem na passagem de nível que corta o distrito de Pirapó, em Apucarana, norte do Paraná. Há poucos dias, em 5 de junho, uma moradora da mesma cidade impediu que um homem fosse atropelado por um trem em outra passagem de nível, na zona urbana de Apucarana.
Baldessar pode ser a terceira vítima fatal de acidente em linha férrea no Paraná em 2026. Em janeiro, um caminhoneiro foi morto após ter seu veículo atingido por um trem no município de Ipiranga; em fevereiro, um homem de 33 anos foi localizado na linha férrea em Irati, centro-oeste do Estado, em circunstâncias a serem apuradas; em abril, um homem de 45 anos foi atropelado na passagem de nível no bairro Boqueirão, em Curitiba.
Acidentes com fins trágicos não são casos isolados nas linhas férreas do Paraná. Entre 2021 e 2025, a Agência Nacional de Transportes Terrestes (ANTT) registrou 531 sinistros que deixaram 178 feridos e 29 pessoas mortas. Dos 531 sinistros, 133 foram considerados graves, ou seja, 25%.
Os anos de 2024 e 2025 registraram o maior número de sinistros graves em passagens de nível de linha férrea no Paraná: 27 e 26, respectivamente. Já o maior número absoluto de sinistros ocorreu em 2022, com 132 ocorrências. O maior número de feridos foi em 2025 (52) e 2023 (50).
Foi em 2023 que um acidente na passagem de nível da linha férrea em Jandaia do Sul, no Vale do Ivaí, comoveu o Estado. Um ônibus carregando alunos da Apae foi atingido pelo trem, deixando 27 feridos e duas estudantes mortas. Nesse local, assim como nas passagens de Apucarana, há sinalizações, mas não catracas nas linhas férreas.