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Greca tem segunda batalha com o funcionalismo

Votação marcada para esta segunda-feira na Câmara de pacote de medidas deverá ser tensa. Achatamento de salários e extinção de cargos estão em jogo

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O prefeito Rafael Greca (DEM) trava nesta segunda-feira (18) a sua segunda grande batalha contra o funcionalismo público de Curitiba. A primeira terminou com uma vitória tumultuosa da prefeitura - os vereadores, depois de duas invasões de plenário, tiveram que acabar votando protegidos pela PM na Ópera de Arame.

O primeiro pacote de ajuste fiscal de Greca foi mais democrático: puniu os servidores, mas também aumentou impostos e criou medidas duras de outros gêneros. Era o primeiro ano de mandato e o prefeito dizia que, caso não fizesse aquilo, as contas estariam perdidas.

Agora, dois anos e meio depois, já perto da reeleição, Greca continua tomando medidas para reduzir custos, mostrando que, mais do que uma necessidade imediata de quem recebeu as contas com problemas, trata-se de um modelo de gestão - de resto, adotado por Beto Richa (PSDB) e Ratinho Jr. (PSD) no governo do estado.

Nunca foi segredo que o custo do funcionalismo responde por uma parcela importante das despesas, em qualquer nível de governo. O que mudou nos últimos anos foi o modo de enfrentar isso: os governantes, terminado o período de social-democracia em Brasília, vêm apelando para uma guinada que corta gastos de todo modo, com redução de direitos e benefícios e achatamento de salários.

O novo plano de Greca começa com um reajuste de 3,5% nos salários, congelados pelo atual prefeito. Embora seja vendido como reposição integral da inflação, o porcentual deixa para trás o que foi perdido no ano anterior.

O ponto mais grave, porém, é a prorrogação da suspensão dos planos de carreiras do funcionalismo. Aprovados na gestão anterior, de Gustavo Fruet (PDT), os planos jamais entraram em vigor. O próprio Fruet jogou tudo para o sucessor. Greca, em 2017, adiou para 2019. E agora quer deixar tudo para o final de 2021, no próximo mandato.

De resto, os servidores se queixam também da novas regras para a liberação de diretores para os sindicatos e de outras regras criadas para a relação com os representantes do funcionalismo.

Outro ponto fundamental em discussão é a eliminação de 2 mil cargos, inclusive com a extinção de centenas de postos de educador social, o que deve causar problemas no atendimento da FAS.

Na sessão desta segunda, a expectativa é de presença em grande número de manifestantes e sindicalistas e de uma votação tensa. No entanto, Greca, como se sabe, tem número mais do que suficiente de votos para aprovar seu novo pacote.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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Tags: Caixa Zero

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