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Greca escreve peça sobre Curitiba e usa espaços públicos para encená-la

Auto de Fundação da cidade está sendo apresentado nas ruas da cidadania e teve sessão para vereadores

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O prefeito Rafael Greca (DEM) sempre quis ser poeta - até já publicou alguma coisa por aí, o que foi suficiente para ser eleito "imortal" da Academia Paranaense de Letras. Agora, voltou à carga e cometeu um Auto de Fundação de Curitiba. Aproveitando que é ao mesmo prefeito e autor, mandou que levem sua obra-prima aos quatro cantos da cidade. Segundo ele, o texto foi escrito em parceria com sua esposa, Margarita Sansone. Quem encenou foi o direto Édson Bueno. Além de fazer apresentações nas Ruas da Cidadania, Greca fez questão de ter uma récita especial para seus vereadores - que além de votar com o prefeito tiveram de assistir e aplaudir o seu trabalho. De apenas dez minutos, o auto conta a relação entre os índios e os primeiros europeus que chegaram aqui como se fosse um filme de Sessão da Tarde. "Esses índios estavam numa boa até que apareceu uma turma da pesada que começou a maior confusão." Mas o clima é mais para o feliz-romântico, em que todos se dão bem e a cidade é uma maravilha. Brincadeiras à parte, seria de o Ministério Público ver se o prefeito ficar espalhando seu próprio trabalho, "uma obra que revela nosso amor por Curitiba", com dinheiro público, e usando estruturas públicas, um ano antes de tentar a reeleição não se encaixa em abuso de poder.
Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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Tags: Caixa Zero

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