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Governo Ratinho terá que recontratar professores PSS

Justiça negou pedido do Executivo para suspensão da reintegração imediata de docentes, demitidos em 2019

Por Admin
Governo Ratinho terá que recontratar professores PSS
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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou, na última sexta-feira (3), o pedido de suspensão dos embargos de declaração apresentados pelo governo de Ratinho Jr (PSD) em processo movido pela APP-Sindicato. Com a decisão, o Executivo deverá recontratar os cerca de 500 professores aprovados pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS), demitidos em dezembro de 2019.

O governo tentava reverter uma decisão da 3ª Câmara Cível do TJ-PR, que considerou as demissões ilegais já que os contratos só poderiam ser encerrados após uma sindicância e o direito de defesa aos trabalhadores. De acordo com o TJ, os professores tinham direito à prorrogação dos contratos, o que não lhes foi garantido.

Segundo o desembargador José Sebastião Fagundes Cunha, relator do processo, a reintegração dos servidores não traz risco de dano grave ou de difícil reparação ao Estado, conforme apontou o governo. “Não há determinação para que haja a rescisão dos contratos de trabalho dos professores convocados a substituir àqueles que não tiveram os seus contratos renovados”, justificou ele na última decisão.

Para o magistrado, mesmo que houvesse entendimento neste sentido, a reintegração dos professores não implica na dispensa dos novos, pois a oferta e distribuição das aulas depende da necessidade do serviço público e do interesses dos docentes. "Além do fato de os aprovados nos processos seletivos serem classificados por disciplinas e regiões de atuação, de modo que poderia muito bem haver um ajuste entre a oferta e a demanda.”

O desembargador lembra que as aulas somente deverão ser ofertadas aos professores cujos contratos não sejam rescindidos. “Nesse aspecto, cogitando a possibilidade de tais procedimentos serem levados a efeito, os impactos da redistribuição das aulas seriam definitivamente menores”.

Por fim, Fagundes Cunha destaca que o governo não mostra quais prejuízos os alunos efetivamente sofrerão com a redistribuição das aulas. “Ao que tudo indica, eventual prejuízo, se houver, o será para a Administração Pública, que terá o transtorno de realizar a aludida readequação.”

A App-Sindicato diz que continua acompanhando a ação e cobrará o cumprimento da decisão.

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Tags: Paraná

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