A cheia histórica do Rio Iguaçu fechou nesta quinta-feira (23) as passarelas próximas à Garganta do Diabo nos lados brasileiro e argentino das Cataratas. Às 8h, a vazão chegou a 8,58 milhões de litros de água por segundo, em meio às restrições adotadas nos trechos mais próximos das quedas. A visitação continua nos dois parques nacionais, mas os passeios de barco foram suspensos na Argentina.
No Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, a passarela que avança sobre o rio foi interditada às 8h. A Trilha das Cataratas e os mirantes ao longo do percurso permanecem abertos, permitindo ao visitante seguir até o ponto anterior ao acesso bloqueado.
A medida foi adotada pelo ICMBio e pela Urbia+Cataratas, concessionária responsável pela visitação. Segundo o comunicado divulgado nesta quinta, a passarela permanecerá fechada enquanto a vazão estiver acima do limite definido para a operação segura.

A reabertura poderá ocorrer quando o volume do rio baixar para uma faixa entre 7,5 milhões e 8 milhões de litros por segundo, desde que o monitoramento indique estabilidade. Não há previsão de horário para a liberação.
Na Argentina, o Parque Nacional Iguazú manteve a entrada de visitantes, mas interditou o acesso à Garganta do Diabo. Os circuitos Superior e Inferior seguem abertos, enquanto as operações de barco foram suspensas por causa da cheia.
Segundo a Copel, a vazão chegou a 8.580 metros cúbicos por segundo às 8h, quase seis vezes a média das Cataratas. Uma hora antes, o volume era de 8.190 metros cúbicos por segundo.
A elevação ocorreu após as chuvas registradas na bacia do Iguaçu. As administrações dos parques acompanham as medições para decidir sobre a manutenção ou retirada das restrições.
Os dois parques mantêm os horários regulares de visitação. No lado brasileiro, a entrada é permitida até as 16h. Na Argentina, a Área Cataratas recebe visitantes das 8h às 18h, com último ingresso também às 16h.
