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Em dois anos, vereadores de Curitiba receberam quase R$ 9 mil de multas de trânsito

Desde o início de 2021, vereadores de Curitiba da atual legislatura receberam, em média, mais de duas multas por mês com carros oficiais da Câmara

Em dois anos, vereadores de Curitiba receberam quase R$ 9 mil de multas de trânsito
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Vereadores de Curitiba já têm um acumulado de R$ 8.778,50 em multas de trânsito desde o início da atual legislatura, em janeiro de 2021. O valor corresponde a 58 infrações cometidas com os carros oficiais – uma média de mais de duas por mês –, sendo 10 gravíssimas, 21 graves e 27 médias. Estacionar em local proibido e transitar em velocidade acima do determinado estão entre as principais irregularidades, mas também constam situações como avançar o sinal vermelho e estacionar em vagas de idosos sem credencial.

O levantamento foi feito pela Câmara a pedido do Plural e engloba infrações anotadas entre 2021 e 2023, embora, neste ano, não conste ainda nenhuma autuação. Sendo assim, todos os dados relacionados são de 2021 e 2022. Também foram incorporadas as aplicadas a parlamentares que renunciaram às vagas para assumir mandatos para os quais foram eleitos posteriormente.  

De acordo com as regras do legislativo municipal de Curitiba, cada vereador tem direito a um veículo tipo passeio, categoria sedan, para uso exclusivo das atividades parlamentares. Desde o começo deste ano, a frota ganhou um modelo SUV para o vereador Angelo Vanhoni (PT), por ser mais apropriado para pessoa com deficiência.

Com prerrogativa por integrarem a Mesa ou a Corregedoria, Osias Moraes (Republicanos), Maria Leticia (PV), Tito Zeglin (PDT) e Ezequias Barros (PMB) têm disponíveis dois veículos da frota cada um.

Agora deputados estaduais, Renato Freitas (PT) e Flavia Francischini (PL) estão no topo do ranking dos vereadores mais multados no uso de carros oficiais entre 2021 e 2023 – os dois deixaram a Câmara Municipal no fim do ano passado.

Freitas, que tinha apenas um carro à disposição, encerrou seu mandato de dois anos com 14 multas: oito delas graves e seis, médias; por ser da Mesa, Francischini - que tem uma postura crítica ao que chama de "indústria da multa" - tinha dois carros à disposição período em que ela foi vereadora.

Vereador paga própria multa

Ao contrário do gasto individual com combustível, a Câmara não assume qualquer responsabilidade sobre as multas dos carros oficiais. Assim, cada infração cometida com o veículo de placa da Casa tem o valor descontado diretamente da folha de pagamento do parlamentar e não sai dos cofres públicos.

Dos 38 vereadores, apenas nove desta legislatura não fazem uso do carro. Além de Amália Tortato e Indiara Barbosa, do Novo, não têm placas nos seus nomes os gabinetes de Dalton Borba (PDT); Nori Seto (PP); Pier Petruzziello (PP); Professor Euler (MDB); Sidnei Toaldo (Patriota); Tico Kuzma (PSD) e Marcelo Fachinello (PSC), presidente da Mesa Diretora.

Somente para a Mesa e mandatos a Câmara de Curitiba tem hoje 32 veículos à disposição – todos eles, desde 2021, têm de estar identificados. No entanto, alguns vereadores, inclusive o próprio presidente da Casa, já mostraram disposição para mudar a regra.

Em fevereiro deste ano, fotos mostraram o que seria o primeiro-secretário da Câmara, o vereador Osias Moraes (Republicanos), usando o veículo de seu gabinete sem a plotagem usual. À época, o chefe do gabinete do parlamentar disse que a descaracterização já teria a ver com uma possível decisão da Mesa sobre os adesivos, embora nada, até então, tenha sido anunciado.

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