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Desapropriações para Nova Ferroeste preocupam moradores de São José dos Pinhais

Ferrovia está em fase de licitação. Agricultores dependem da terra para seus sustento

Por Reusing
Desapropriações para Nova Ferroeste preocupam moradores de São José dos Pinhais
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A Nova Ferroeste é um projeto do Governo do Paraná que vai ligar o Porto de Paranaguá a Maracaju, no Mato Grosso do Sul, por trilhos. O morador da Colônia Murici, bairro da região metropolitana de Curitiba, Márcio José Osligi, afirma que por ser agricultor o sustento de sua família vem do terreno onde mora.

Márcio questiona ainda a poluição sonora que o trem trará para a região.

Na prévia de traçado a construção dividirá ao meio a propriedade do também morador da região, Eldo Otávio Valengo, que se sente triste ao pensar que o sonho de passar o imóvel onde nasceu para os filhos e netos não poderá ser realizado.

O traçado do empreendimento foi desenhado depois de uma avaliação técnica de impactos socioambientais. Os parâmetros usados para definir são pensados para reduzir ao máximo os danos ambientais e sociais. O coordenador do plano rodoviário do Paraná, Luiz Henrique Fagundes, afirma que os danos serão reparados.

O município sediou em 24 de maio uma das sete audiências públicas que apresentaram o estudo de impacto ambiental do projeto. A reunião aconteceu no ginásio de esportes Max Rosenmann. O governo apresentou também a previsão da construção de dois ramais. Um entre Cascavel e Foz do Iguaçu, que vai permitir a captação de carga do Paraguai e da Argentina, e outro de Chapecó a Cascavel, viabilizando o transporte da produção do oeste catarinense.

As obras, do projeto que está em fase de licença prévia, estão previstas para iniciar em até dois anos após o início da vigência do contrato e nos primeiros sete anos será executado o trecho entre Paranaguá e Guarapuava e repotencializada a linha existente da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava, segundo o governo do estado, sendo leiloadas de forma integral e não por lotes, como realizado em outras grandes obras, como a da Linha Verde.

Este texto é parte do projeto Periferias Plurais, que convida seis jovens de Curitiba e região a falar sobre suas vidas e suas comunidades.

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