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Deputados cobram providências sobre situação da ocupação Britanite

Cerca de 400 famílias que vivem na comunidade Britanite, no Tatuquara, correm risco de despejo

Deputados cobram providências sobre situação da ocupação Britanite
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Deputados estaduais que compõem a bancada de oposição da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) protocolaram, na última terça-feira (29), um requerimento solicitando a intervenção do Poder Público para uma nova mediação, com todos os atores envolvidos, no caso da ocupação Britanite.

A comunidade tem 407 famílias e é alvo de um processo de reintegração de posse movido pela empresa Tatuquara SA, dona do terreno. Os autos (0021404-52.2020.8.16.0013) tramitam na 21ª Vara Cível de Curitiba desde 2020.

Britanite

"Estamos fazendo essa pressão para que o Poder Público intervenha com suas competências no caso, que é de tentar alguma solução que não seja um abrigo temporário para as famílias", afirma Bárbara Esteche, advogada da Britanite e integrante da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT), que convocou a reunião com os parlamentares da Alep. 

Conforme a advogada, na próxima segunda-feira (4), às 14h, vai ocorrer uma Audiência Pública no Ministério Público do Paraná (MP-PR) para avaliar a possibilidade de uma nova mediação entre os moradores da comunidade e os proprietários da área. "O caso da Britanite é urgente, mas é preciso existir uma solução a nível de política pública para todo mundo, que seja permanente."

Leia mais: Famílias no Tatuquara continuam lutando contra a possibilidade de despejo

O deputado Goura (PDT) afirmou ao Plural que os parlamentares solicitaram uma reunião com a Casa Civil e com a Defensoria Pública do Paraná (DEP-PR) na esperança de que, com intermédio dos órgãos, seja possível uma solução pacífica, com assistência e diálogo entre as partes. 

"O momento agora é de dar visibilidade para essa luta, que infelizmente é muito comum na cidade. É uma parcela enorme da população que vive em situação de vulnerabilidade justamente porque a prefeitura não age e porque o governo é omisso."

Requerimento

Assinado pelos deputados Goura (PDT), Professor Lemos, Luciana Rafagnin, Renato Freitas, Ana Júlia, Doutor Antenor e Requião Filho, do PT, o documento foi encaminhado à Casa Civil, à DPE-PR, ao MP-PR, à Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (SEJU), à Ordem dos Advogados do Paraná (OAB-PR) e à Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab).

Ao Plural, a DEP-PR informou que emitiu uma Reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso em 15 de agosto e aguarda resposta. 

"Nós levamos ao STF que, em Curitiba, uma decisão judicial está descumprindo a autoridade de uma decisão do Supremo, que na ADPF 828, diz expressamente que é um dever do município apresentar um plano de realocação das famílias. Estamos pedindo também uma liminar para que seja suspensa a reintegração de posse", afirma o defensor público e coordenador do do Núcleo Itinerante das Questões Fundiárias e Urbanísticas (NUFURB) da DPE-PR, João Victor Rozatti Longhi.

A reportagem procurou o MP-PR e a Cohab, mas não houve retorno até a publicação deste texto. O material será atualizado em caso de resposta.

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