A vereadora de Curitiba, Giorgia Prates (PT) pediu ao Ministério Público do Paraná que investigue a celebração de um contrato de prestação de serviços de saúde pelo Hospital XV com a Prefeitura de Curitiba. O grupo econômico do qual o hospital é parte teve a falência decretada no início de março deste ano, com uma dívida de mais de R$ 300 milhões.
O hospital foi contratado para realizar atendimentos na área de ortopedia para o SUS curitibano por R$ 14,9 milhões por ano. Apesar da contratação ter sido anunciada com uma visita do diretor do hospital, José Lazzarotto, ao prefeito Eduardo Pimentel (PSD), a contratação real foi feita entre a prefeitura e a Pro Vitta Associação Beneficente.

O acordo foi assinado em dezembro, quando a situação do grupo Hospital XV já estava em recuperação judicial desde 2019 e a Justiça havia registrado o descumprimento do plano de recuperação judicial. Em março, a justiça converteu o processo de recuperação em falência, mas também autorizou a manutenção das atividades do Hospital XV com base no contrato assinado com a prefeitura em dezembro.
No pedido encaminhado ao MP, a vereadora solicitou que se apure a regularidade da contratação, dado que o município deveria privilegiar a contratação de hospitais filantrópicos, além da situação econômica do contratado.
