Após o Plural publicar as falas de cunho machista do desembargador Luís Cesar de Paula Espíndola e a imprensa repercutir, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) emitiu uma nota e abriu investigação para apurar o caso.
Espíndola, que já respondeu processo por agredir a mãe e a irmã, discordou do voto dos colegas durante julgamento de um processo nesta quarta-feira (03). O processo tratava da manutenção de medida protetiva a uma menina de 12 anos, que denunciou suposto assédio sexual.
O vídeo estava público no Youtube, mas foi retirado do ar depois da publicação da reportagem. O trecho das falas machistas foi postado pelo Plural (assista abaixo). Espíndola diz que mulheres comentem assédio contra homens. “Nossa, a mulherada está louca atrás de homem. Louca para levar um elogio, uma piscada, uma cantada educada, porque elas é que estão cantando, elas que estão assediando, porque não homem. Essa é a nossa realidade hoje em dia, não só aqui no Brasil (...) Hoje em dia os cachorrinhos estão sendo os companheiros das mulheres. Vai no parque: só tem mulher com cachorrinho, louca para encontrar um companheiro, para conversar, eventualmente para namorar”, fala o magistrado.
O TJ afirmou, em nota, que “já foi aberta investigação preliminar no âmbito desta corte, com base na Resolução 135 do CNJ, e o desembargador terá prazo de 5 dias para se manifestar”.
O texto também diz que “o Tribunal reitera que não compartilha de qualquer opinião que possa ser discriminatória ou depreciativa, como, aliás, é próprio de sua tradição e história de mais de 132 anos”.

Antes disso a Ordem dos Advogados do Brasil – Paraná (OAB), já havia repudiado o discurso do desembargador.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) usou os perfis nas redes sociais para comunicar que “não compactua com as declarações feitas pelo desembargador, as quais já estão sendo apuradas pela Corte Estadual”.
Leia a reportagem sobre a sessão aqui.