Sindicatos que representam os servidores técnicos-administrativos do ensino federal fizeram protesto nesta sexta-feira (08), em Curitiba, durante agenda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Os trabalhadores cobram o presidente Lula (PT) para que cumpra o que foi acordado durante a greve de 2024.
Os trabalhadores estão há mais de 70 dias em greve neste 2026 porque, segundo os sindicatos, as reivindicações que foram aceitas há dois anos não foram cumpridas pelo Governo Federal. No Estado estão em greve servidores do IFPR, da UTFPR, da UFPR e da Unila.
Estão pendentes a jornada de 30 horas para técnicos; reajuste de 9% retroativo a janeiro de 2025; aplicação da regra de aceleração de progressão para aposentados e pensionistas; reconhecimento de saberes e competências; e outros.

De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica Do Estado do Paraná (Sindiedutec), que representa os técnicos da Instituto Federal do Paraná (IFPR), Marissoni do Rocio Hilgenberg, os trabalhadores querem diálogo com o Governo Federal, que, segundo os sindicatos, não recebe o comando de greve nacional.
“É isso que nós viemos fazer aqui, pedir para o Boulos, que é o ministro, que o Governo Federal nos receba e abra a mesa de negociação, porque nós temos 20 pontos da greve de 2024 que não foram cumpridos. Ninguém quer que a greve se estenda, mas queremos nosso acordo de 2024 integralmente cumprido”,
Os trabalhadores levaram faixas e realizaram protesto na entrada da feira da Cidadania Governo do Brasil na Rua, que aconteceu no campus Rebouças da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Depois disso, eles conseguiram entregar uma carta destinada ao presidente Lula em mãos para Boulos, após intervenção da vereadora Giorgia Prates (PT), que articulou uma rápida conversa entre grevistas e o ministro.
