Em outubro de 2025 a prefeitura de Curitiba anunciou um investimento de R$ 50 milhões para climatizar escolas da rede municipal de ensino. O projeto previa a instalação de aparelhos de ar-condicionado em unidades escolares, com prazo de até oito meses para conclusão da primeira fase. No entanto, pais e alunos de escolas que já receberam os equipamentos têm apontado falhas na instalação e problemas elétricos que impedem o uso dos aparelhos.
Na Escola Municipal Coronel Durival Britto e Silva, localizada no Cajuru, uma das 28 escolas do bairro que receberam os aparelhos em 2025, estudantes relatam que continuam enfrentando calor em sala de aula. Segundo o pai de uma aluna, os ares-condicionados não podem ser ligados porque a rede elétrica apresenta falhas que poderiam ser agravados pelo uso dos equipamentos.
Ainda de acordo com relatos, ao questionar a direção da instituição, os pais são orientados a registrar suas queixas junto à prefeitura pelo telefone 156.

O Plural perguntou para a administração sobre como é realizada a instalação e de que forma ocorre a revisão da parte elétrica das unidades. Também pediu esclarecimentos específicos sobre a situação da Escola Durival Britto e Silva. Em resposta, o Executivo informou que serão feitas adequações na rede elétrica da unidade.
Nas redes sociais, usuários comentaram que o mesmo problema ocorre na Escola Pró-Morar Barigui, na CIC. Segundo um comentário, “a prefeitura instalou aparelhos de ar-condicionado em escola municipal apenas para ‘cumprir tabela’, enquanto os equipamentos não funcionam por falta de estrutura elétrica adequada. De que adianta investir em instalação se não há fiação compatível para ligar os aparelhos?”

O Plural também questionou o número de escolas que já receberam os aparelhos. A Secretaria Municipal da Educação informou que a instalação foi realizada em 166 unidades: 19 no Bairro Novo, 7 no Boa Vista, 25 no Boqueirão, 28 no Cajuru, 27 no CIC, 11 na Matriz, 15 no Pinheirinho, 12 no Portão e 22 no Tatuquara. Na regional de Santa Felicidade nenhum aparelho foi instalado até o momento.
Ainda segundo a prefeitura, serão instalados 6,5 mil aparelhos, variando entre potências de 9.000 BTUs, 12.000 BTUs, 18.000 BTUs, 24.000 BTUs e 30.000 BTUs. Para isso, algumas escolas precisam de adaptações na rede elétrica, que a secretaria afirma estar providenciando. No entanto, não foram dados esclarecimentos sobre como é feita a revisão elétrica das unidades de ensino.
