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Prefeito Eduardo Pimentel rebate críticas e defende corte de árvores na Arthur Bernardes

Corte de árvores para projeto Novo Inter 2 em Curitiba provoca protestos, reação de vereadores e defesa da prefeitura

Prefeito Eduardo Pimentel rebate críticas e defende corte de árvores na Arthur Bernardes
Corte de 105 árvores na Avenida Arthur Bernardes faz parte das obras do projeto Novo Inter 2. | Foto: Colaboração / Plural
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A Prefeitura de Curitiba realizou neste fim de semana o corte de 105 árvores na Avenida Arthur Bernardes, dentro das obras do projeto Novo Inter 2. A medida provocou protestos de moradores e ambientalistas, que acusam a administração municipal de falta de transparência e de descaso com a preservação ambiental.

As manifestações foram organizadas pelo movimento SOS Arthur Bernardes e por moradores da região. Ativistas chegaram a ocupar áreas interditadas para tentar impedir os cortes, mas foram retirados pelo Grupo de Operações Especiais da Guarda Municipal.

Na manhã desta segunda-feira (19), o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) afirmou que a população foi informada previamente e que o projeto prevê a ampliação do Parque Linear da Arthur Bernardes. “Nós estamos trabalhando neste projeto há muitos anos. No período eleitoral, eu me comprometi em reavaliar o projeto para diminuir ao máximo a redução de árvores e fizemos isso. Nós estamos fazendo um trabalho para aumentar o parque linear da Arthur Bernardes.”

O prefeito também rebateu críticas, dizendo que circulam informações falsas sobre a obra. “Diferente do que estão falando, não é mais uma via para carros. É uma via exclusiva para ônibus elétrico, que reduz a emissão de mais de 120 de gás carbônico do ar.”

Durante o fim de semana, vereadoras como Vanda de Assis, Giorgia Prattes, Laís Leão e Camila Gonda acompanharam a ação para fiscalizar os trabalhos. Nesta segunda-feira (19), o corte foi tema de discussões na Câmara.

“O que nós vimos na Arthur Bernardes neste fim de semana é digno de luto. Eu chorei muito ao ver um desastre ambiental que poderia ser pior se não fosse a mobilização de mais de 20 mil pessoas. A sensação de impotência é enorme porque, apesar de termos avançado no diálogo, a população não foi de fato avisada sobre o corte”, disse a vereadora Laís Leão (PDT) que usou o plenário da Câmara para criticar a supressão das árvores

Já o líder do governo na Câmara, Serginho do Posto (PSD), defendeu a medida, alegando que haverá compensação ambiental na região. “A lei ambiental prevê o plantio de quatro arvores para cada uma cortada. A prefeitura foi além e plantou mais de mais de 8,4 mil árvores em ruas próximas como forma de compensação".

A vereadora Vanda de Assis (PT) também se posicionou: “As árvores foram retiradas sob a alegação de melhoria da mobilidade urbana, mas não podemos dizer que para melhorar a mobilidade é preciso cortar mais de 100 árvores para a passagem de um ônibus, ônibus esse que já circula na região.”

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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