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PMs viram réus após denúncia de tortura em companhia do Centro Histórico de Curitiba

Três policiais foram afastados das funções e responderão pelo crime de tortura

PMs viram réus após denúncia de tortura em companhia do Centro Histórico de Curitiba
A sede da 1ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar, na Rua Saldanha Marinho. Reprodução/Google Street View

A Vara da Auditoria da Justiça Militar aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) contra três policiais militares suspeitos de praticarem tortura na 1ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar, no Centro Histórico de Curitiba. Os fatos foram apurado durante a Operação Tântalo, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MPPR, em dezembro do ano passado.

Os agentes do Gaeco investigaram a possível ocorrência sistemática do crime de tortura praticado por policiais militares na sede da 1ª Companhia, na rua Saldanha Marinho. Em março do ano passado, eles teriam torturado um policial civil no loca.

A Vara da Auditoria da Justiça Militar determinou o que dois agentes sejam afastados e manteve o afastamento do terceiro. Eles foram afastados de serviços operacionais e não podem usar fardas nem armamento. Os logins e senhas de acesso aos sistemas de investigação foram suspensos.

Em julho do ano passado, o deputado estadual Renato Freitas (PT) denunciou ao menos três casos de tortura que teriam sido registrados no local, um deles envolvendo um adolescente. Um vídeo divulgado pelo deputado mostra o adolescente com marcas de espancamento e hematomas nas costas e nas pernas, além de cortes nas mãos.

"O recebimento dessa denúncia é a prova de que a tortura e a barbárie operam de forma sistemática nas estruturas do Estado por meio de uma polícia que cumpre o papel de perseguir e muitas vezes executar pessoas pobres e negras", disse Renato Freitas. "A Operação Tântalo confirma o que a periferia e a população de rua de Curitiba sentem na pele todos os dias: o Centro Histórico vinha sendo transformado em um cenário de terror por quem deveria garantir a segurança. Nossa luta na Assembleia e nas ruas continua pelo uso das câmeras corporais para proteger a população e até que cada torturador fardado responda por seus crimes".

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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