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MP-PR diz que não solicitou indenização do Muffato e requer dados sobre funcionários e empresa de segurança

Justiça aceitou denúncia contra quatro suspeitos de matar Rodrigo Boschen, acusado de furtar chocolate no supermercado

MP-PR diz que não solicitou indenização do Muffato e requer dados sobre funcionários e empresa de segurança
Familiares de Rodrigo Boschen em ato no Muffato, na semana passada. Foto: Tami Taketani/Plural
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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou nesta quarta-feira (2) que a rede Muffato não é réu na ação sobre a morte de Rodrigo da Silva Boschen, de 22 anos, e que não foi solicitada que o grupo pague uma indenização no valor de R$ 100 mil, como foi informado ontem pelo Plural. A denúncia contra quatro suspeitos de participação na morte de Boschen foi aceita nesta quarta-feira pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba.

O promotor Marcelo Balzer Correia denunciou os suspeitos pela prática de homicídio qualificado. Segundo a assessoria do MP-PR, foi solicitada ao Muffato toda a documentação referente aos funcionários denunciados, além de registros de instalação e funcionamento, tais como alvará, número de funcionários, treinamentos, uniforme e cursos de reciclagem.

A empresa de vigilância em que atuavam alguns dos denunciados também terá terá que apresentar a documentação referente a seus funcionários. Na semana passada, o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região denunciou que a empresa de segurança contratada pela rede teve seu registro de operação suspenso pela Polícia Federal.

A assessoria do MP-PR informou que o grupo Muffato foi citado no trecho em que é pedida uma indenização de R$ 100 mil dos funcionários, caso sejam condenados, para demonstrar que eles possuem renda. Veja o trecho da denúncia que cita o grupo Muffato e a indenização:

Segue nota enviada pela assessoria do MP-PR:

Ao oferecer a denúncia, o Ministério Público também requereu que seja oficiada a direção do supermercado onde os fatos ocorreram, solicitando toda documentação referente a seus funcionários denunciados, bem como solicitando registro, instalação e funcionamento, tais como alvará, número de funcionários, treinamentos, uniforme, cursos de reciclagem etc. Além disso, pleiteou que também seja oficiada a empresa de vigilância em que atuavam alguns dos denunciados também solicitando a documentação referente a seus funcionários. Tais diligências visam apurar sobre possível contratação e operação irregular da empresa por parte do grupo ao qual pertence o supermercado, visando possível responsabilização civil e administrativa pelas violações decorrentes dessa relação; bem como apuração de eventual conivência, negligência ou omissão das autoridades locais responsáveis pela fiscalização da atividade de segurança privada.

O crime

Rodrigo da Silva Boschen foi acusado de furtar uma barra de chocolate no supermercado Muffato do bairro Portão, em Curitiba, no dia 19 de junho. De acordo com a denúncia do MP-PR, o crime ocorreu na Rua Daisy Luci Berno, perto do Muffato. Imagens mostram a vítima correndo pelo mercado. Em seguida, um dos suspeitos teria iniciado uma perseguição de moto, já na rua. O grupo teria amarrado os pés de Rodrigo com um cinto e passado a agredi-lo.

O caso se tornou a público porque uma testemunha divulgou vídeos gravados em um celular, que mostram o corpo na rua e três pessoas ao redor. Em seguida, eles se afastam. A família de Rodrigo só tomou conhecimento da por volta do meio-dia de segunda-feira (23), quatro dias depois do crime. Na quarta-feira (25), familiares da vítima e integrantes de movimentos sociais fizeram um ato no Muffato Portão.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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