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Moradores de unidades de acolhimento de Curitiba denunciam infestação de percevejos

Denúncias falam sobre mais de uma instituição de acolhimento com a presença dos insetos

Moradores de unidades de acolhimento de Curitiba denunciam infestação de percevejos
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No último domingo (04), moradores de equipamentos de acolhimento para a população vulnerável de Curitiba procuraram voluntários do projeto social Mãos Invisíveis para denunciar as instituições por infestação de percevejos. Os relatos falam sobre mais de um local, já que os denunciantes frequentam hotéis sociais e casas de passagens distintas.

O grupo acolheu cerca de 15 denúncias feitas por homens e mulheres, que frequentam espaços como a Casa de Passagem Para Mulheres, a Casa de Passagem Doutor Faivre, a Casa de Passagem Padre Pio, na praça da solidariedade e o Hotel Social Paraty.

Segundo Vanessa Lima, mestre em políticas públicas e presidente do Mãos Invisíveis, o grupo realizava uma distribuição de alimentos quando foi procurado por um homem que fez o primeiro relato sobre a presença dos percevejos na sua instituição de acolhimento. “Depois dele rolou uma conversa sobre como existe muito percevejo, que na rua chamamos de muquirana, em todas as casas de acolhimento e os relatos surgiram de diferentes equipamentos, já que cada um estava em um local”, conta Lima.

Durante a conversa foram registradas imagens das picadas e feridas causadas pelos insetos. Veja abaixo.

Está não é a primeira vez que denúncias sobre a presença de percevejos em equipamentos da prefeitura é feita. Em abril de 2024 moradores do Hotel Social Projeto Nova Morada Vida Nova, que na ocasião ainda ficava na Rua Conselheiro Araújo, enviaram ao Plural imagens que mostravam a presença de percevejos no local.


https://www.plural.jor.br/moradores-de-hotel-social-denunciam-infestacao-de-percevejos-3/

Segundo Lima os relatos e denúncias sobre as ‘muquiranas’ em locais de acolhimento do município são ainda mais antigos. “Escutamos esses relatos desde 2018. Quando vamos em reuniões ou comitês municipais e estaduais que monitoram as políticas de proteção para pessoas em situação de vulnerabilidade. Temos a impressão de estarmos sempre patinando, porque sempre voltamos aos assuntos de sempre”.

O Plural procurou a prefeitura que se manifestou por meio de nota, afirmando que a higienização e a dedetização dos ambientes mantidos pela Fundação de Ação Social (FAS) são feitas com regularidade. Veja a nota na íntegra:

A Fundação de Ação Social (FAS) informa que todas as unidades da FAS para população de rua estão com a dedetização em dia, conforme atestam as empresas que realizam o serviço. A Fundação mantém rotina de limpeza e dedetização.  Os hotéis sociais contratados pela FAS também estão em dia com a higiene, limpeza e dedetização.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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