Servidores médicos estatutários do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovaram indicativo de greve nesta semana. A decisão, tomada em assembleia, ocorreu porque a categoria quer que o reajuste salarial seja igual a de outros profissionais técnicos, 9%. Eles receberam 4,5% de reajuste do governo federal após a greve do ano passado.
De acordo com o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), além do indicativo, haverá mobilização. No Paraná, cerca de 300 médicos trabalham no HC, em Curitiba, além de outros servidores médicos lotados no Instituto Federal do Paraná (IFPR) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Outro ponto que desagrada a categoria é que o Complexo Hospitalar de Clínicas está cedido para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Por consequência, os próprios trabalhadores também estão cedidos.
Lei
No último mês o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei 15.141/25 concedeu reajustes e reestruturou as carreiras de diversas categorias de Servidores Federais. Pelo texto, técnicos administrativos federais terão 9% de reajuste neste ano, mas médicos e médicos veterinários terão 4,5%. “[Médicos] merecem todo o respeito e, no mínimo, os mesmos reajustes salariais dos demais Servidores Federais Técnicos Administrativos em Educação”, critica, em nota, o Simepar.
A Lei prevê ainda que em 2026, os médicos e veterinários receberão mais 4,5% de reajuste, enquanto demais categorias receberão 5%.