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Família de Marcelo Arruda lamenta demora para júri do assassino Jorge Guaranho, que ocorrerá em 2025

Arruda foi morto a tiros, depois que Guaranho invadiu a festa de aniversário da vítima, em Foz do Iguaçu

Família de Marcelo Arruda lamenta demora para júri do assassino Jorge Guaranho, que ocorrerá em 2025
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A família do guarda municipal Marcelo Arruda, morto há dois anos durante sua festa de aniversário de 50 anos, ainda aguarda pelo júri do assassino Jorge Guaranho, ex-policial penal. Com mais um atraso, agora a data prevista para o julgamento é entre 11 e 13 de fevereiro de 2025.

Guaranho está preso em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. A defesa do réu, que vem articulando adiamentos, afirmou que “Estamos nos preparando para o júri, comprometidos em apresentar os fatos de maneira clara e objetiva, sem influências políticas. Reafirmamos nosso compromisso com a transparência e a justiça”, segundo nota enviada à imprensa pelo advogado Samir Mattar Assad.

O advogado que representa a família de Arruda, Daniel Godoy Jr., afirmou que espera justiça para Marcelo Arruda e à sua família. “Esperamos que desta vez se faça justiça, apesar dos sucessivos recursos da defesa [de Guaranho], esse júri se realize”.

Além disso, parentes da vítima temem que o réu possa ser solto para responder em liberdade.

O júri estava marcado para dezembro de 2023. Foi remarcado para abril de 2024 após apontamento de questões técnicas pela defesa do réu, que é outra hoje. Em abril deste ano, enquanto todos estavam no Fórum de Foz do Iguaçu, a defesa atual abandonou o júri, o que, mais uma vez, fez com que houvesse atraso.

Quatro dias antes do novo júri, os advogados de defesa de Jorge Guaranho solicitaram ao TJPR a mudança de cidade. Em julho deste ano, o pedido foi aceito e o júri foi transferido para Curitiba.

Enquanto isso, a família da vítima, lamenta a delonga. “Diante de todos os acontecimentos, nós, da família, só queremos que este júri finalmente aconteça, com o réu presente em plenário. Acreditamos na justiça e lutamos para que ela prevaleça”, disse a companheira de Arruda, Pâmela Silva.

Um dos filhos da vítima, Leonardo Arruda, lembrou que este é o segundo ano que passará sem o pai. “Isso me traz uma lembrança de que a demora de ter uma definição em relação a isso só me traz mais saudades, me remete muito a falta que meu pai faz, não só para mim mas para toda a minha família. Mais um Dia dos Pais, eu e meus irmãos não teremos a presença do nosso pai. A condenação do Guaranho é importante para a sociedade brasileira para que a gente consiga prosseguir com a nossa bandeira que é o fim do ódio e a paz entre as pessoas”, destaca.

Violência política

Jorge Guaranho é bolsonarista e invadiu a festa de aniversário de Arruda porque o tema era alusivo ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao presidente Lula. Ele era tesoureiro do diretório municipal do partido em Foz do Iguaçu e chegou a ser candidato a vice-prefeito.

Leia também: Lula encontra familiares de Marcelo Arruda, petista morto por bolsonarista

O réu soube de festa por terceiros e apesar de nunca ter visto a vítima pessoalmente invadiu o local de carro aos gritos de “aqui é mito”. Ele deixou a festa, mas retornou em seguida, armado, e atirou contra Marcelo Arruda, que se defendeu usando a arma da Guarda Municipal e conseguiu impedir que o assassino fizesse mais vítimas.

Ambos foram feridos a tiros, mas Arruda faleceu no local. Guaranho foi socorrido e preso em flagrante posteriormente.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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