A família Marangoni Velozo, de Curitiba, é uma daquelas que ama o espírito natalino. Além de decorar a casa todos os anos, eles possuem uma coleção de Papais Noéis.
Hoje, a coleção não é tão grande, uma vez que, ao longo dos anos, alguns Papais Noéis foram doados. "Eu acho que chega em quase 30, contando assim por cima. Não sei, talvez um pouquinho mais se contar com as pelúcias. A gente tinha mais, mas alguns quebraram. Teve um ano que doamos e jogamos fora uns 10, mas já tivemos uns 80", conta Rosa Viviele Marangoni Velozo.
Ao lado da filha Amanda Marangoni Velozo, elas contam a história de como criaram a tradição de decorar a casa para o Natal. "Eu vim de uma infância muito pobre. Quando comecei a trabalhar, pude fazer o que não tive, né? Então, quando casei, compramos uma arvorezinha, aquelas pequenininhas. Um ano depois veio a Amanda, e aí veio a Duda, e eu fui convencendo meu marido a comprar uma árvore maior, mas era caro. Eu falava, 'ah, a gente parcela, né?' Fizemos em quatro ou cinco vezes. Foi a árvore do ano", conta Rosa.
Com uma árvore que quase batia no teto da casa, as filhas de Rosa mal conseguiam colocar a estrela no topo, mas todas as decorações que vieram depois dessa árvore foram sempre feitas ou compradas para agradar as meninas. "Todo ano eu aparecia com dois, três, quatro Papais Noéis. Meu marido sempre perguntava de onde eu tinha arrumado o dinheiro e eu desconversava: 'Ah, amor, que lindo, olha, as meninas adoraram'. Era sempre pelas meninas", diz.
A tradição que começou com a mãe hoje é passada à filha mais velha, que tem verdadeira paixão pelo Natal. "A Amanda foi crescendo, mas até hoje, ela tem a magia do Natal. Não fale pra ela que Papai Noel não existe, porque ela briga".
Amanda a primeira a falar sobre a decoração de Natal. "A mais empolgada é a Amanda. Chegou o fim de novembro, ela começa a surtar: 'vamos montar, vamos montar'. Esse ano, ela tirou todas as caixas de decoração e falou: 'É amanhã que a gente monta'. E assim foi", diz Rosa.
É também Amanda que incentiva as mudanças ano após ano. Ao lado da mãe, elas traçam novos objetivos e planejam as novas decorações. "Agora estou tentando convencer a trocarmos de árvore, mas sempre proponho algo novo. Desde o ano passado, também começamos a fazer uma decoração maior na porta e, desde que aprendi a fazer a guirlanda, todo ano eu faço", conta Amanda.
Ao longo dos anos, novos objetivos foram traçados. O primeiro Papai Noel ainda existe, mas ele já não é mais o maior. "Eu lembro de olhar pra ele e pensar 'nossa, como ele é grande'. Ele era enorme na minha infância, mas hoje o maior é aquele em tamanho real que fica ao lado da árvore, e ele era nosso objetivo até o ano passado. Agora queremos um inflável para colocar no quintal", diz Amanda.

Para além dos novos Papais Noéis e decoração, alguns itens são indispensáveis, como a árvore de Natal, que deve é montada todos os anos e já virou tradição entre a família e até para quem vem visitar a casa para participar deste momento. "A Manu, priminha da Amanda, vem aqui todo ano para ajudar a montar. Este ano, ela até perguntou: 'Vamos tirar a foto que eu faço todo ano do lado da árvore?'. Então, assim, já virou até uma tradição", diz Rosa.
Outra atração não só da família, mas também da vizinhança, são as luzes de Natal. "Todo ano, a gente coloca o pisca-pisca lá fora. Tem até que trocar algumas luzes queimadas, mas a gente coloca e as crianças da rua vêm ver, e até os vizinhos comentam", conta Rosa.

Para os próximos anos, a família vislumbra a possibilidade de, além de adquirir um Papai Noel inflável, criar outras decorações para o quintal da casa. Com dedicação e criatividade, a tradição de decorar a casa para o Natal virou uma das principais formas de criar laços e memórias afetivas para a família que pretende criar ainda outras tradições como a de fazer fotos natalinas todos os anos.