A Sanepar deu início a primeira etapa de enchimento do Reservatório Miringuava. A obra, que deveria ter sido entregue em 2017, irá reforçar o abastecimento de água em Curitiba e região metropolitana. Desde 2015 o Plano Diretor do Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) previa a necessidade de operação do Miringuava como condição para garantir a segurança hídrica da região.
O Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) é formado pelos reservatórios Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II, que juntos armazenam cerca de 150 bilhões de litros de água. Mesmo com essa quantidade, em março de 2020, moradores de Curitiba e da Região Metropolitana tiveram que passar por um rodízio no abastecimento de água que durou um ano e dez meses.
O cenário poderia ter sido diferente se o Reservatório Miringuava já estivesse finalizado naquela ocasião. Com capacidade para reservar 38,2 bilhões de litros, o edital para a criação do reservatório foi licitado em 2015 e tinha previsão de entrega para 2017.
No entanto, a obra sofreu atrasos, e as previsões da Sanepar passaram para o fim de 2020, depois para 2021, e então para 2022, 2023 e 2024. Em dezembro de 2025, a reserva ainda não estava funcionando, e 80 bairros de Curitiba e da Região Metropolitana ficaram sem água na véspera de Natal. Na ocasião, a Sanepar culpou o Ibama pelo atraso da obra, que poderia ter evitado o ocorrido.

Localizada em São José dos Pinhais, a barragem atenderá 650 mil pessoas, além de fortalecer o sistema de abastecimento de 3,5 milhões de habitantes da Região Metropolitana. Ela suprirá a demanda dos bairros Caximba, CIC, Ganchinho, Tatuquara, Umbará e Sítio Cercado, em Curitiba, e das cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais.
Como os reservatórios que abastecem Curitiba encerraram 2025 com os menores níveis de água registrados nos últimos quatro anos, o início das operações da barragem pode minimizar possíveis crises no abastecimento da Região Metropolitana.