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Corpo de Rodrigo Boschen, morto por seguranças do Muffato, é exumado

Laudo pericial produzido foi inconclusivo sobre a causa da morte

Corpo de Rodrigo Boschen, morto por seguranças do Muffato, é exumado
O advogado da família de Rodrigo Boschen acompanhou a exumação nesta sexta-feira. Foto: Divulgação
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O corpo de Rodrigo da Silva Boschen, morto acusado de furtar uma barra de chocolate no supermercado Muffato do bairro Portão, em Curitiba, foi exumado na manhã desta sexta-feira (18) a pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR). O objetivo é coletar materiais para a realização de uma nova perícia, a fim de descobrir a causa da morte. 

O advogado Leonardo Mestre Negri, assistente de acusação, afirmou que a exumação é necessária para esclarecer o crime e que o laudo pericial produzido inicialmente apresentou incongruências. Segue a nota enviada pelo advogado da família de Rodrigo da Silva Boschen:

Hoje foi um dia de profunda dor para uma família que ainda enfrenta o luto pela perda irreparável de um filho, vítima de violências brutais que tiraram sua vida de forma covarde.

Apesar do sofrimento que a exumação naturalmente impõe, a família reconhece que o procedimento se fez necessário diante das incongruências apresentadas no laudo pericial inicialmente produzido. Confia, portanto, que esta nova etapa será decisiva para o completo esclarecimento dos fatos e para a justa responsabilização dos envolvidos no assassinato de Rodrigo.

A família segue buscando justiça com serenidade, confiança nas instituições e respeito à memória de Rodrigo.

Leonardo Mestre Negri - Assistente de Acusação

O crime

Rodrigo Boschen, 22 anos, foi morto no dia 9 de junho, após ser perseguido por funcionários ou terceirizados do Muffato. Segundo a denúncia do MP-PR, o crime ocorreu na Rua Daisy Luci Berno, perto do Muffato Portão. Imagens mostraram Boschen correndo pelo mercado. Em seguida, um dos suspeitos teria iniciado uma perseguição de moto, já na rua. O grupo teria amarrado os pés de Rodrigo com um cinto e passado a agredi-lo.

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O MP-PR denunciou quatro suspeitos à Justiça, pelo crime de homicídio qualificado, com motivo torpe, motivo fútil, com o uso de meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Foram denunciados Antônio César Bonfim Barros, Bryan Gustavo Teixeira, Henrique Moreira Alves do Carmo e Luiz Roberto Costa Barbosa.

O caso se tornou a público porque uma testemunha divulgou vídeos gravados em um celular, que mostram o corpo na rua e três pessoas ao redor. Em seguida, eles se afastam. A família de Rodrigo só tomou conhecimento da por volta do meio-dia do dia 23, quatro dias depois do crime. No dia 25 de junho, familiares da vítima e integrantes de movimentos sociais fizeram um ato no Muffato Portão.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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