Neste fim de semana, segundo a prefeitura de Curitiba, milhares pessoas participaram da Marcha para Jesus, que ocorreu na região central da cidade. Políticos de direita aproveitaram o evento para se aproximar do eleitorado e criar conteúdo para redes sociais.
O evento foi organizado pelo Conselho de Ministros Evangélicos do Paraná (Comep) e mobilizou caravanas de municípios da Região Metropolitana.
Os participantes mantiveram a estética verde e amarela, alusiva aos grupos bolsonaristas, e também exibiram bandeiras de Israel, embora o país seja predominantemente adepto ao Judaísmo.
Nação cristã
O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo), participou do evento e enalteceu a invasão dos portugueses ao território brasileiro, indicando que o Brasil nasceu como uma “nação cristã”.
“O Brasil começou com uma missão cristã que integrou o descobrimento e veio junto com as caravelas. A religião faz parte da formação do nosso povo e ter a Marcha para Jesus em Curitiba é mais uma oportunidade para as pessoas demonstrarem esta religiosidade, numa jornada de adoração e fraternidade”, disse.

O deputado delegado Tito Barichello (PL) e a esposa, vereadora delegada Tathiana Guzzela (PL), se ajoelharam no meio da rua e mencionaram citações bíblicas em um vídeo publicado conjuntamente nas redes sociais. O casal foi investigado em 2024 por suspeita de operação policial falsa divulgada na internet enquanto ambos estavam licenciados para cumprir os mandatos.
O senador Sergio Moro (PL) também esteve na Marcha e ao lado de Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) segurou a bandeira do Paraná pelas ruas de Curitiba e não comentou sobre a situação do Banco Master envolvendo Flávio Bolsonaro.
