Nesta quarta-feira (12) o Tribunal Superior do Trabalho (TST) homologou o acordo coletivo de trabalho entre os trabalhadores demitidos durante a hibernação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária (Fafen) e a Petrobrás. A retomada das atividades deve ocorrer no segundo semestre de 2025.
A fábrica foi fechada em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e isso provocou a demissão de ao menos mil trabalhadores. Agora, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), eles serão recontratados com a formalização do acordo de trabalho.
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“Esse é o Brasil da união e da reconstrução. Nós tivemos a força da extrema-direita durante quatro anos e nós trabalhadores e trabalhadoras soubemos o que é sofrer a força do neofascismo (...) A Petrobras é uma nova Petrobras, que não se preocupa apenas em gerar vultosos dividendos, mas de gerar essa riqueza pujante para trazer investimentos para o setor petroquímicos de fertilizantes brasileiro”, afirmou Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.
A planta de Araucária tem capacidade de produção de 720 mil toneladas por ano de ureia e 745 mil toneladas por ano de amônia.
Trabalhadores
Com a demissão dos trabalhadores, o Ministério Público do Trabalho ajuizou ação civil pública. A reabertura da fábrica foi confirmada em abril deste ano, após reunião da diretoria executiva da Petrobras.
Com o acordo firmado, cerca de 240 trabalhadores devem iniciar as atividades já em julho. A FUP estima também que devam ser criados 5 mil empregos indiretos com a retomada das atividades. A ativação total está prevista para o segundo semestre do ano que vem.