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Curitiba promete mais rigor, mas prorroga bandeira laranja

O governo do Paraná também publicou novo decreto - válido também para Curitiba -, mas com poucas mudanças

Curitiba promete mais rigor, mas prorroga bandeira laranja
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A prefeitura de Curitiba decidiu prorrogar até a próxima sexta-feira (28) a bandeira laranja na capital, mesmo com indicadores muito próximos de um cenário ainda mais grave. Isso significa que até a véspera do fim da semana não haverá mudanças no conjunto de restrições impostas por causa da pandemia do coronavírus. O governo do Paraná também publicou novo decreto - válido inclusive para Curitiba -, mas com poucas mudanças.

A prorrogação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) surpreendeu os que esperavam um recrudescimento das medidas devido ao aumento de casos na capital e ao consequente colapso do sistema hospitalar: nas duas últimas semanas, a fila de espera por uma internação para pacientes graves na central de leitos gerida por Curitiba deu um saltou de 193 para 369 pessoas - um aumento de 91%.

Em entrevista nesta segunda (24) ao canal RPC, a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, chegou a adiantar a possibilidade do retorno do município à bandeira vermelha. E ao comunicar a prorrogação do risco moderado, nesta terça (25), a própria prefeitura afirmou que a pontuação da bandeira, em decorrência das taxas acumuladas nos últimos dias, fechou em 2,65, beirando os 2,70 que eleva o alerta ao risco máximo.

Os números dão retaguarda à realidade. Há pelo menos dez dias o sistema de saúde de Curitiba voltou a operar sob pressão. Neste fim de semana, o estoque de neurobloqueadores utilizados no processo de intubação de pacientes acabou em algumas UPAs da cidade, e a situação exigiu que médicos e enfermeiras passassem a amarrar pacientes nas macas. As taxas em alta indicam que a capital pode estar a caminho da pior onda de Covid até agora.

Novo decreto no Paraná

As taxas que definem se Curitiba permanece na mesma bandeira ou se alivia ou aperta as medidas de restrição consideram diferentes indicadores, entre eles o aumento do número de novos casos da doença; o total de casos ativos; a taxa de transmissão; e a ocupação de leitos. 

Mas como o Plural já mostrou, é quase que matematicamente impossível a capital chegar ao nível mais fechado de atividade, uma vez que o cálculo criado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) faz uma média ponderada dos 9 indicadores, cujo valor máximo é 3, e só o 3 corresponde ao alerta máximo.

A bandeira vermelha é uma forma de diminuir a circulação da pessoas nas ruas da cidade e, consequentemente, a taxa de propagação do Sars-Cov-2 e a lotação dos hospitais - o que não acontece só em Curitiba.

A última edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada na sexta-feira (21), revelou que oito estados brasileiros apresentaram tendência de aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A análise é referente à semana epidemiológica 19, de 9 a 15 de maio. Junto com Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Tocantins, Distrito Federal e Rio de Janeiro, o Paraná também aponta sinal de crescimento na incidência de casos da doença.

Apesar disso, novo decreto publicado nesta terça pelo governador Ratinho Jr. (PSD) mantém o Estado em um cenário mais relaxado. O que muda é que, a partir de sexta-feira, fica proibida a circulação de pessoas e a venda e consumo de bebida alcoólica em espaços de uso público ou coletivo depois das 20 horas. O toque de recolher e a lei seca atual vigoram das 22h até as 5h do dia seguinte. As novas regras valerão pelo menos até 11 de junho.

Veja o que está suspenso em Curitiba

•    Estabelecimentos destinados ao entretenimento, tais como casas de shows, circos, teatros, cinemas e atividades correlatas;
•    Estabelecimentos destinados a eventos sociais e atividades correlatas, tais como casas de festas, de eventos ou recepções, incluídas aquelas com serviços de buffet, bem como parques infantis e temáticos;
•    Estabelecimentos destinados a mostras comerciais, feiras de varejo, eventos técnicos, congressos, convenções, eventos esportivos com público externo, entre outros eventos de interesse profissional, técnico e/ou científico;
•    Bares, tabacarias, casas noturnas e atividades correlatas;
•    Reuniões com aglomeração de pessoas, incluindo eventos, comemorações, assembleias, confraternizações, encontros familiares ou corporativos, em espaços de uso público, localizados em bens públicos ou privados;
•    Circulação de pessoas, no período das 21 às 5 horas, em espaços e vias públicas, salvo em razão de atividades ou serviços essenciais e casos de urgência;
•    Consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas.

Atividades com restrição em Curitiba

a) comércio varejista de hortifrutigranjeiros, quitandas, mercearias, sacolões, distribuidoras de bebidas, peixarias e açougues;
b) mercados, supermercados e hipermercados;
c) comércio de produtos e alimentos para animais;
d) lojas de material de construção;
e) comércio ambulante de rua.
Parques e praças, fica permitida a prática de atividades individuais ao ar livre, com uso de máscaras, que não envolvam contato físico entre as pessoas, observado o distanciamento social.

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