Há poucos dias, alguns jovens curitibanos embarcaram para uma senhora aventura. Eles são os integrantes do Grupo Wakaba, da Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba (Nikkei), e foram representar o Brasil no 28º Campeonato de Taiko Júnior do Japão, no último domingo (22/03), na cidade de Tóquio. Esta equipe de 11 tocadores entre 14 e 18 anos, na maioria garotas, foi a única de fora da Ásia entre as 50 participantes e fez o que muita gente pensava ser impossível: subiu ao pódio da disputa na pátria-mãe da arte milenar que envolve ritmo, coreografia e força. O Wakaba conquistou pela primeira vez o 3º lugar na competição mais importante do gênero no mundo.
Grupo Wakaba recebe troféu no Campeonato de Taiko Júnior do Japão. (Imagens: Divulgação.)
O que garantiu ao Wakaba a vaga para representar nosso país no campeonato foi a vitória do Festival Brasileiro de Taiko de 2025, promovido pela Associação Brasileira de Taiko (ABT). Na verdade, foi a terceira vez que o grupo com pouco mais de 20 anos de existência se consagrou como campeão nacional e seguiu para a disputa no Japão. Entretanto, a melhor colocação até então foi estar entre os 15 primeiros e receber prêmios especiais, como o “The Best Show”.
Em entrevista anterior ao Plural, tocadores e equipe técnica falaram sobre suas expectativas. A confiança e a alegria de todos apontavam para um avanço e cautelosamente falavam em algo como um quinto lugar. Conseguir um feito como o das equipes paulistas Todorokidaiko (Osasco) e Hishodaiko (Colônia Pinhal), únicas brasileiras que já tinham voltado da Terra do Sol Nascente com o troféu de 3º lugar, era um sonho. E agora é realidade.
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O que o Wakaba Taiko levou ao campeonato japonês
O que o grupo levou ao palco no Japão é um exemplo do trabalho contínuo e dedicado do Wakaba. “Kodama no Mori”, composta por Juliana Saemi Murakami, foi trabalhada por eles inicialmente em 2017. De lá para cá, aprimoraram técnica e representação do tema. O nome da música significa “Espíritos da Floresta”, e a composição remete a espíritos que protegem uma árvore sagrada.
Os jovens contaram com uma rede de apoio para viabilizar a viagem ao campeonato. Mães, pais, avós, avôs, amigos, pessoas da comunidade e também instituições foram parte importante no caminho, com destaque para os apoios da Itaipu Binacional e do vereador Nori Seto (PP).
