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Peças do Festival de Curitiba vencem 5 categorias do 36º Prêmio Shell

Melhor Ator, Música, Dramaturgia, Direção e Figurino estão entre os 7 espetáculos da Mostra Lúcia Camargo indicados ao maior prêmio do teatro brasileiro

Espetáculos vencedores do Prêmio Shell: “(Um) ensaio sobre a cegueira”, "Vinte!", “Pai contra mãe ou você está me ouvindo?”, “Reparação” e “Motociclista no Globo da Morte”
“(Um) ensaio sobre a cegueira”, "Vinte!", “Pai contra mãe ou você está me ouvindo?”, “Reparação” e “Motociclista no Globo da Morte” estão entre vencedores do Prêmio Shell. (Fotos: Linha superior, Fernando Lara e Matheus Ribeiro. Linha inferior, Jé Oliveira e divulgação.)
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Neste ano, os curadores do Festival de Curitiba - Daniele Sampaio, Giovana Soar e Patrick Pessoa - conseguiram uma façanha: sete espetáculos da programação entraram na disputa do 36º Prêmio Shell de Teatro, com 14 indicações no total – um recorde. As indicações por si só endossam as escolhas do trio, afinal, estamos falando do maior prêmio teatral brasileiro. Mas não para por aí. A cerimônia de entrega dos troféus, na noite de quarta-feira (18/03) em São Paulo, confirmou o olhar técnico e o faro apurado da curadoria e revelou que os vencedores das categorias Melhor Ator, Música, Dramaturgia, Direção e Figurino estão em cartaz na Mostra Lúcia Camargo. Confira quem são os premiados (e se ainda dá para garantir ingressos para as peças) a seguir. 

Vencedores pelo júri do Rio de Janeiro

“Vinte!”

Premiado em duas categorias: Dramaturgia, para Mauricio Lima e Tainah Longras; e Música, para Muato.

O espetáculo também foi indicado na categoria Melhor Figurino, para Julia Vicente.

Sinopse: O espetáculo é uma reivindicação ficcional da memória dos movimentos artísticos negros dos anos 1920 no Brasil. A partir de uma crítica à peça Tudo Preto (1926), da Companhia Negra de Revistas, a peça constrói uma relação poética com a cidade do Rio, com as artes e com o tempo, a partir de uma perspectiva negra e contemporânea.

Sessões dias 2 e 3 de abril, às 20h30, no Teatro Cleon Jacques

Ingressos esgotados. 

“Motociclista no Globo da Morte”

Prêmio de Melhor Ator para Eduardo Moscovis

O monólogo também foi indicado nas categorias Dramaturgia, para Leonardo Netto, e Iluminação, para Ana Luzia Molinari de Simoni.

Sinopse: O que leva um homem pacífico, que sente repulsa por qualquer tipo de violência, que aprendeu a viver evitando conflitos – para não ser alvo da agressividade de outras pessoas – o que leva esse homem a cometer um ato extremamente violento? É a partir dessa pergunta que nasce a escrita de “O Motociclista no Globo da Morte”. O texto apresenta a história de Antonio, um matemático, um homem racional e sensato que, numa tarde de um dia qualquer, se vê envolvido numa espiral de violência quando almoçava em um bar. É a partir deste fato, que muda a sua vida para sempre, e enquanto conta ao público com riqueza de detalhes o que aconteceu, que Eduardo vai tecendo considerações sobre as diversas formas de violência que resultam da vida em sociedade.

Nos dias 4 e 5 de abril, às 19h e 21h, no Teatro Paiol. 

Ingressos esgotados. 

Vencedores pelo júri de São Paulo

“(Um) ensaio sobre a cegueira”

Direção para Rodrigo Portella 

A peça também foi indicada nas categorias de Melhor Atriz, para Fernanda Vianna, e Melhor Música, para Federico Puppi.

Sinopse: Uma epidemia de cegueira assola a cidade, privando seus habitantes de enxergar o mundo como antes. Tudo começa com um homem no trânsito, repentinamente cego. Rapidamente a condição se espalha e coloca à prova a moral, a ética e as noções de coletivo. Um encontro entre o Grupo Galpão e a obra de José Saramago, escritor português ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.

Nos dias 31 de março e 1º de abril, às 20h30, no Guairinha.

Ingressos esgotados. 

“Pai Contra Mãe ou Você Está Me Ouvindo?”

Figurino para Eder Lopes

A peça também foi indicada na categoria Direção, para Jé Oliveira.

Sinopse: Um narrador negro nos conta a história de Zaíra da Conceição, mulher, negra, retinta, grávida, e de Osvaldo, homem, negro, que acabou de se tornar pai. Uma está desempregada, outro acabara de conseguir emprego em uma rede de varejo. Dois personagens negros cujas histórias se cruzam em meio às desigualdades e heranças do passado escravista brasileiro que ainda ecoam hoje.

Dias 7 e 8 de abril, às 20h30, no Teatro Sesc da Esquina.

Ingressos disponíveis: 92 lugares para dia 7 e 127 lugares para dia 8 (até a publicação deste texto). 

Confira aqui a lista completa dos vencedores do 36º Prêmio Shell

Indicados 

“A Boca que Tudo Come (Do Cárcere às Ruas)”

Concorreu a Melhor Cenário (Telumi Hellen)

Sinopse: O que significa recuperar a liberdade? Seis pessoas que passaram pelo sistema prisional brasileiro têm suas trajetórias entrelaçadas. Diante das dificuldades de reinserção social e reconstrução da própria vida, cada uma delas, a seu modo, tenta encontrar uma saída. As marcas do período atrás das grades permanecem na memória, no corpo e nos afetos. Exu, o orixá das encruzilhadas e destrancador dos caminhos, aparece como uma presença provocativa ao despertar naqueles sujeitos a fome de novos começos e a avidez por dignidade.

Dias 2 e 3 de abril, às 18h30, no Teatro José Maria Santos

Ingressos esgotados

“A Máquina”

Concorreu a Melhor Figurino (Chris Garrido)

Sinopse: “A Máquina” convida o espectador a adentrar a fictícia cidade de Nordestina, um lugar comum, sem recursos, como tantas cidades do interior do Brasil, onde o jovem Antônio decide mudar seu destino e o do mundo para impedir a partida de sua amada Karina. Para isso, promete o impossível: Viajar no tempo e trazer o mundo até sua cidade. Com lirismo, humor e crítica social, o espetáculo fala sobre amor, êxodo, esperança e a potência transformadora do ato de acreditar.

Dias 4 e 5 de abril, às 19h e às 21h, na Ópera de Arame.

Ingressos esgotados

“Veias Abertas 60 - 30 - 15”

Concorreu a Melhor Atriz (Carolina Virgüez)

Sinopse: A peça narra a história de um casal, um militar e um funcionário da United Fruit, que se conhece em aulas de dança e decide se casar. O casamento coincide com o Massacre das Bananeiras, em 1928, na Colômbia, quando o Exército reprime uma greve, matando mais de 2 mil trabalhadores. A trama se desenrola em 80 quadros curtos, que variam entre 15 e 60 segundos. Máscaras tradicionais, figurinos típicos e músicas populares da América Latina compõem a cena. O ritmo fragmentado reflete os modos contemporâneos de consumir informação e memória.

Dias 10 e 11 de abril, às 20h30, no Teatro Sesc da Esquina.

Ingressos disponíveis: apenas 2 lugares em cada sessão (até a publicação deste texto). 

Curitiba no Prêmio Shell

Além dos espetáculos que entram em cartaz durante o Festival de Curitiba, outras montagens relacionadas à cidade foram indicadas ao 36º Prêmio Shell. Nadja Naira foi indicada na categoria Iluminação, por “Ao Vivo (Dentro da Cabeça de Alguém)”; Rosana Stavis, como Melhor Atriz, e Marcos Damaceno, como Melhor Dramaturgia, ambos por “Nebulosa de Baco”.

Premiação

Criado em 1988, o Prêmio Shell de Teatro é a mais tradicional premiação da cena teatral nacional. Nesta 36ª edição, a atriz homenageada foi Zezé Motta. Débora Falabella, eleita Melhor Atriz em 2025 por "Prima Facie", apresentou a cerimônia da entrega dos troféus junto com Silvero Pereira.

34º Festival de Curitiba

De 30/3 até 12/4 de 2026

Ingressos gratuitos e pagos até R$85  (mais taxas administrativas), à venda no site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).

Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo. Confira também todos os espetáculos que contam com acessibilidade em Audiodescrição e intérpretes de Libras. Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

Luciana Nogueira Melo

Luciana Nogueira Melo

Jornalista apaixonada por cultura, moda e turismo. Cursou publicidade, letras, um pedaço de artes cênicas e outro de produção cênica. Já trabalhou com publicidade, produção, como locutora e na TV.

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