"Bom Dia, Grupo" está em cartaz nesta sexta-feira e sábado (7 e 9), à noite, e domingo, no final da manhã, no Teatro Zé Maria Santos, com ingressos a partir de R$ 20 (meia-entrada) mais R$ 2 de taxas, à venda no site Disk Ingressos. Como já é marca registrada, a irreverência da trupe está presente até na hora de vender as entradas para o espetáculo. É que, para garantir "50% de desconto e nem precisa fingir que é estudante. Só fingir ser fã do Antropofocus", diz o grupo.
As apresentações são parte de temporada comemorativa pelos 25 anos da companhia, que hoje tem mais de 16 espetáculos no portfólio e é consagrada como um dos melhores grupos de comédia do Brasil e referência nacional na arte da improvisação.
"Bom Dia, Grupo"
O enredo de "Bom Dia, grupo" começa com uma mulher chamada Karen, com seus quase sessenta anos, recebe um golpe via WhatsApp, dizendo que sequestraram o seu filho. (Certamente você já ouviu falar de alguém que também passou por isso, ou até foi a própria vítima de um crimes assim.) Só que Karen, mesmo com o filho em casa, ao seu lado, não consegue identificar se o golpe é “fake” ou não é.
O grupo Antropofocus criou a peça com o exagero como artifício para o humor, que é a grande arma da companhia para criticar situações preocupantes na sociedade. A estreia foi em 2024 e, de lá para cá, a montagem está circulando com plateias lotadas em várias cidades.

Processo criativo
No começo do processo criativo a equipe tinha apenas três certezas: seria uma comédia, a dramaturgia falaria sobre comunicação humana e teria o uso de projeção como parte importante da montagem.
A dramaturgia sobre comunicação humana foi um desafio: levaram meses criando e retrabalhando cenas que falam dos mais diferentes aspectos da comunicação. Até que Anne Celli (integrante do Antropofocus, atriz e co-autora do espetáculo) lembrou de uma premissa: o que aconteceria se uma pessoa estivesse tão viciada no seu celular que não conseguisse distinguir a realidade e o virtual?
A projeção estava nos planos, o Antropofocus fez outros dois espetáculos utilizando vídeos como parte da dramaturgia e queria testar possibilidades da ferramenta integrada à narrativa e pela afinidade com o tema. O espetáculo brinca o tempo todo com multilinguagens.
Criadores
A comunicação via celular guiou a participação dos parceiros da montagem de "Bom Dia, Grupo".
O vídeo ficou a cargo de Paulo Rosa, que junto com Andrei Moscheto (edição) e Massa Nakatani (operação), casaram o recurso com a narrativa teatral. Paulo Vinícius (cenário) foi quem criou uma tela, quase como um totem do filme “2001: Uma odisseia no Espaço”, que tudo enxerga e tudo domina. Já Gabrielle Windmüller e Cris Rosa planejaram figurinos e adereços que remetem a redes sociais e aplicativos. Wagner Correa assina a luz, e Célio Savi a sonoplastia, operada por Gabi Farias
Os quatro integrantes do Antropofocus (Andrei Moscheto, Marcelo Rodrigues, Anne Celli e Edran Mariano), que estão no elenco, estiveram em todas as etapas até a chegada aos palcos. Edran Mariano faz a direção de produção do espetáculo,
Anne Celli foi co-autora, Marcelo Rodrigues criou a caracterização dos personagens e Andrei Moscheto é o dramaturgo e diretor do espetáculo.
Clique aqui e assista à entrevista coletiva do Antropofocus durante o Festival de Curitiba.
Comédia "Bom Dia, Grupo"
De 7 a 9 de novembro, sexta-feira, às 20h, sábado, às 19h, e domingo, às 11h, no Teatro Zé Maria (Rua Treze de Maio, 655 - Centro). Ingressos a partir de R$ 25, (meia-entrada) no site Disk Ingresso - além de outras promoções, quem se declarar fã do Antropofocus paga meia-entrada.
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