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Congelamento de salário de Ratinho é mera demagogia

Economia mínima serve só para fingir que governador se "sacrifica" como servidores

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O congelamento do salário de Ratinho Jr. (PSD) é mais uma jogada de demagogia barata. Nesses seis primeiros meses de governo, demagogia barata foi o que não faltou. Faltaram firmeza, solidariedade, planejamento. Mas isso é outra história. Apresentado por nove deputados, o projeto que congela o salário de Ratinho no patamar que ele recebe hoje é supostamente uma prestação de contas. No mesmíssimo momento em que nega reajuste a trabalhadores com defasagem gigantesca, que lhes consome dois salários por ano, a Assembleia estaria mostrando que o "sacrifício" é de todos. Ora, Ratinho poderia receber R$ 39 mil. Com o gesto altruísta, terá só R$ 32 mil. Não se qualifica exatamente para receber o Bolsa Família. Ao mesmo tempo, a proposta de reajuste oferecida aos servidores concede R$ 20 de reposição para os policiais militares num primeiro momento, por exemplo. Ratinho devolveu um avião de R$ 4,5 milhões, e gastou a grana fazendo propaganda de seu altruísmo. Derrubou a aposentadoria de futuros governadores, e não economizou com isso um centavo para o estado, a não ser pelo dinheiro que seria pago a Cida Borghetti (PP). São medidas que não mudam nada. Coisa para inglês ver. E enquanto isso os cofres continuam sangrando com publicidade, com isenções tributárias bilionárias e outros ralos em que ninguém tem a coragem de mexer.
Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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Tags: Caixa Zero

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