A crise hídrica que assola o Brasil - e de forma mais intensa o Paraná - levou a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a criar uma nova faixa tarifária, ainda mais cara que o patamar dois da bandeira vermelha. A chamada "Bandeira Escassez Hídrica" acresce R$ 14,20 a cada 100 kW/h. Com isso, os consumidores pagarão a tarifa mais cara já aplicada. A despeito disso, a Copel quer aumentar a remuneração de seus conselheiros. A tentativa de reajuste está na proposta da administração da companhia que será debatida em uma assembleia geral que acontece no dia 27 de setembro.
Não houve sugestão de reajuste para os diretores da companhia. O diretor-presidente segue recebendo R$ 67,6 mil mensais e os demais diretores R$ 57,3 mil.
A proposta eleva em 3,7% o valor total global pago para remunerar o conselheiros da empresa. Com isso, os custos anuais globais para manutenção dos conselhos ficariam da seguinte forma:
- Conselho de Administração - R$ 1.021.172,96
- Conselho Fiscal - R$ 811.741,26
- Comitê de Auditoria Estatutário - R$ 991.878,21
- Comitê de Indicação e Avaliação - R$ 312.840,06
- Comitê de Investimentos e Inovação - R$ 200.010,34
- Comitê de Desenvolvimento Sustentável - R$ 200.010,34
- Comitê de Minoritários será de até R$ 72.000,00
As remunerações não foram reajustadas todas pelo mesmo patamar. Além disso, há previsões de pagamentos distintos para conselheiros funcionários da companhia e membros externos. Essas particularidades impedem uma listagem simples das remunerações individuais, mas é possível que se tenha uma ideia de quanto receberá cada conselheiro caso a proposta seja aprovada.
No Conselho de Administração, a remuneração dos membros deve passar de R$ 10,9 mil para R$ 14,7 mil. No Conselho Estatutário de R$ 15,9 mil para R$ 22,1 mil e no Comitê de Avaliação e Indicação de R$ 6,2 mil para R$ 7,3 mil.
A companhia argumenta que o reajuste é alinhar a remuneração com os valores praticados no mercado.
"A Copel conduziu levantamento com o objetivo de verificar as práticas do setor de energia elétrica e de empresas nacionais de capital aberto e fechado, com porte similar ao da companhia paranaense. Como resultado, identificou-se a necessidade de revisão da remuneração dos conselhos de administração e fiscal da companhia, a fim de garantir a atração e a manutenção de profissionais com adequada qualificação e, dessa forma, aprimorar e reforçar o sistema de governança corporativa da empresa", disse, em nota, a Copel.