Nesta terça-feira (28) o Secretário de Segurança Pública do Paraná (Sesp), coronel Hudson Leôncio Teixeira, falou sobre as buscas ao menino João Gabriel Ferreira do Santos, 5, desaparecido desde o último domingo (26). Ele é morador de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e sumiu depois de sair de casa para usar um banheiro que fica na área externa. As forças de segurança do Estado estão usando drones térmicos e cães farejadores para tentar localizar a criança, que é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Além da Sesp, a Amber Alert Brasil, ferramenta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), do Governo Federal, também está aplicada para amplificar a possibilidade de resgate da criança. A Amber Alert é uma parceria com a Meta, que divulga alertas de desaparecimentos de crianças aos usuários das redes sociais Facebook e Instagram, em um raio de 160 quilômetros a partir da última localização da pessoa desaparecida.

As buscas começaram pouco depois do meio-dia do domingo e, além dos militares do Corpo de Bombeiros, também contam com policiais, guardas municipais e voluntários. Segundo Teixeira, helicópteros e barcos são utilizados para as buscas. “Nós temos estrutura para realizar as buscas. Todas as áreas de água estão sendo verificadas e temos as aeronaves da PM e dos Bombeiros nesta ocorrência”, destacou nesta manhã, durante entrevista coletiva.
Mais de uma centena de pessoas participam da operação. Segundo a Sesp, as equipes estão concluindo as varreduras nos tanques existentes na região com o auxílio de sonar. Até o momento, não foram identificados indícios da presença da criança nesses locais.
Investigação
A criança vive com os pais numa região rural de Araucária. Eles foram ouvidos pela Polícia Civil (PC) na condição de testemunhas do caso. “Neste momento eles são vítimas, estão com o filho desaparecido e nós estamos prestando assistência, mas não descartamos nenhuma linha de investigação”, disse Teixeira.

Não há um prazo para que as buscas sejam encerradas, isso, segundo a Sesp, é feito quando itens de protocolos internacional e nacional são cumpridos pelos militares do Corpo de Bombeiros, que coordenam a operação para localizar João Gabriel.
Na Sesp, câmeras transmitem ao vivo para a sala de Gestão de Crise tanto as imediações de onde o menino desapareceu, quanto imagens de Sapopema, região de Londrina, onde uma fotógrafa se perdeu durante uma trilha. Isso permite que toda situação seja acompanhada em tempo real pelas equipes que estão lotadas em Curitiba.
Quaisquer informações sobre o paradeiro da criança podem ser repassadas para os bombeiros por meio do 193 ou para as polícias, por meio do 197 e 190.
